Villas-Boas trava a euforia no FC Porto: «Liderança é bom prenúncio, mas não quer dizer nada»
Se achavas que o arranque imaculado do FC Porto ia subir à cabeça da estrutura azul e branca, desengana-te. Em dia de visita às comemorações do 25.º aniversário da Casa FC Porto de Chaves, André Villas-Boas fez questão de puxar o travão de mão à euforia. O presidente dos dragões reconheceu o momento positivo, mas lembrou que ainda estamos nos primeiros metros de uma maratona que promete exigir nervos de aço.
Pés na terra e outubro exigente à vista
«É um bom prenúncio, mas não quer dizer nada. Estamos de pés bem assentes na terra. É tudo muito prematuro ainda», atirou sem rodeios o líder portista ao avaliar o primeiro lugar isolado na I Liga.
Apesar do registo altamente encorajador, Villas-Boas prefere focar-se nas armadilhas que o calendário reserva a curto prazo. «Vão começar deslocações difíceis, desde logo à Madeira, ao Gil Vicente e ao Betis de Sevilha, também para a Liga dos Campeões», frisou, não esquecendo, contudo, os méritos do grupo de trabalho: «Foi um bom arranque, um arranque histórico também, pelo qual temos de felicitar, evidentemente, o treinador e a equipa pelo trabalho que estão a realizar. Esperamos que outubro se revele tão forte como foram agosto e setembro».
Ensaio no Riazor serviu o propósito
A longa paragem competitiva ditada pelo calendário internacional quebrou a rotina das provas oficiais, mas os dragões mantiveram o ritmo com um triunfo particular diante do Deportivo da Corunha. O dirigente considerou o teste no Riazor muito positivo, sobretudo pela gestão física do grupo numa fase de muitas ausências.
«É uma paragem longa, uma mudança radical de paradigma relativamente às paragens internacionais. Portanto, foi um primeiro teste. Para já, no FC Porto, tudo tem corrido bem relativamente à prevenção de lesões, que, do ponto de vista dos clubes, é o mais importante», sublinhou o líder máximo do clube da Invicta, destacando a importância de dar minutos e competitividade a quem ficou a trabalhar às ordens do treinador durante este hiato de três semanas.
A questão do relvado nos Barreiros
Outro dos temas quentes abordados por Villas-Boas prendeu-se com a deslocação ao Estádio do Marítimo. As dúvidas em torno do estado do tapete verde insular têm motivado conversas nos bastidores e o presidente portista esclareceu a posição do clube antes da viagem à Madeira.
«Seguramente, o Marítimo tudo fez nas últimas três semanas para recuperar o relvado da melhor maneira. O FC Porto tem estado em contacto com a Liga Portugal relativamente a esse assunto, e têm-nos sido dadas garantias sobre a qualidade do relvado, ou sobre a melhoria da sua qualidade. Esperemos que assim seja», apontou, deixando claro que não haverá espaço para desculpas caso o piso não se apresente perfeito: «De todas as formas, os relvados serão iguais para todos e o FC Porto tem de corresponder, sejam quais forem as condições que vai encontrar».
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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