Villas-Boas trava euforias após arranque perfeito: «O FC Porto não fez mais do que a sua obrigação»
Sete jogos, sete vitórias e a liderança isolada da Liga Portugal. O registo não podia ser melhor, mas se estavas à espera de ver André Villas-Boas a embandeirar em arco com o arranque perfeito dos dragões, enganas-te. À margem das celebrações do 133.º aniversário do FC Porto, esta segunda-feira, o presidente portista colocou água na fervura e fez questão de lembrar a exigência diária que se vive no clube.
«Os outros perderam pontos, nós cumprimos»
«Fruto do nosso bom trabalho, os outros acabaram por perder pontos… O FC Porto não fez mais do que a sua obrigação», atirou sem rodeios o dirigente máximo dos dragões. Na ótica de Villas-Boas, a folga pontual construída neste início de época resulta da competência interna aliada aos deslizes da concorrência direta.
O presidente azul e branco fez até um paralelismo com o passado recente para ilustrar a evolução competitiva da equipa: «No ano passado, empatámos em casa com o Benfica. Este ano, ganhámos. Também temos esta vantagem fruto dos rivais terem perdido pontos noutros jogos». Para Villas-Boas, a vitória no clássico confirmou a solidez do projeto, mas a margem na tabela pouco vale se não houver consistência até ao final.
Ironia com a «festinha» de Samu e recado às queixas
O momento serviu ainda para André Villas-Boas responder à participação que o Benfica enviou ao Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, na qual os encarnados pedem castigo para Samu na sequência de um lance com Alexander Bah.
Com uma ponta de ironia, o líder dos portistas desvalorizou totalmente a queixa: «Se calhar o VAR não tinha as imagens para analisar a festinha que o Samu fez ao Bah da forma correta e de pouco adiantaria, porque seguramente não seria uma expulsão». Villas-Boas foi mais longe e enquadrou a ação da Luz numa «tentativa de condicionamento dos jogadores do FC Porto para o futuro», apelidando o processo de «perda de tempo».
Olhar nos próximos desafios
Em dia de festa pelos 133 anos de história do clube, o foco de Villas-Boas mantém-se virado para o terreno de jogo. Com o campeonato a entrar em ritmo elevado e os compromissos europeus a exigirem o máximo, o presidente sublinha a importância de gerir as opções físicas do plantel e prevenir lesões para segurar a liderança. Para já, o arranque é irrepreensível, mas no Dragão a mensagem é clara: ganhar é apenas a obrigação de sempre.
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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