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«Vocês vão morrer»: adeptos do FC Porto revivem emboscada violenta em tribunal

Vítimas do ataque que incendiou uma viatura após um clássico de hóquei em patins relataram momentos de pânico no Campus de Justiça, num processo com sete adeptos leoninos acusados de tentativa de homicídio.
«Vocês vão morrer»: adeptos do FC Porto revivem emboscada violenta em tribunal
Imagem: vídeo amador

Se pensavas que a rivalidade desportiva já tinha ultrapassado todos os limites aceitáveis, os relatos ouvidos esta semana no Campus de Justiça, em Lisboa, provam que o fanatismo cego ainda consegue descer mais degraus. Três adeptos do FC Porto sentaram-se perante o coletivo de juízes para recordar a noite em que viram a morte de perto, encurralados dentro de um carro consumido pelo fogo e cercados por dezenas de agressores.

Pedrada no condutor travou a fuga

O episódio remonta a 10 de junho de 2025, logo após o quinto duelo das meias-finais do campeonato nacional de hóquei em patins, disputado no Pavilhão João Rocha. No regresso a casa, a comitiva portista foi apanhada numa emboscada no Lumiar. Em tribunal, as vítimas explicaram a razão pela qual não conseguiram arrancar: uma pedra atingiu a cabeça do condutor, fazendo com que a viatura colidisse de imediato contra o automóvel que estava parado à frente, bloqueando qualquer saída.

Fábio S., que viajava imediatamente atrás do condutor e acabou por sofrer queimaduras num braço, relatou a violência súbita de agressores encapuzados e sem adereços visíveis de início. Segundo a testemunha, os invasores atiraram artefactos pirotécnicos para o interior do habitáculo e cercaram o veículo aos pontapés, impedindo que as portas fossem abertas enquanto gritavam palavras de ordem ameaçadoras: «Vão morrer, tripeiros! Viva o Sporting».

Sete arguidos respondem por tentativa de homicídio

No banco dos réus estão sete indivíduos ligados ao movimento de adeptos do Sporting. O Ministério Público não teve dúvidas na gravidade das intenções e imputou-lhes, em coautoria, cinco crimes de homicídio qualificado na forma tentada. Do rol de acusações constam ainda ofensas à integridade física qualificada, incêndio, roubo e dano qualificado.

Dos sete acusados pela justiça, cinco aguardam o desenrolar das sessões em prisão preventiva, ao passo que dois permanecem em prisão domiciliária com recurso a pulseira eletrónica. O processo segue agora com a inquirição de testemunhas e peritos, no apuramento de responsabilidades sobre uma das noites mais negras da violência associada ao desporto em Portugal.

Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas

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