Com a necessidade de reequilibrar as contas, esta eliminatória pode significar o mesmo que uma boa venda no mercado de transferências. Bolo da venda de ingressos é por inteiro para os dragões.
Uma partida de milhões. Literalmente. Muito mais do que o apuramento para os quartos de final da maior prova de futebol a nível de clubes, a eliminatória com o Liverpool tem em jogo um prémio que, para o FC Porto, pode ultrapassar os oito milhões de euros. Uma parte, 1,5 milhões de euros, já estão a caminho dos cofres da SAD e resulta apenas da receita da venda de bilhetes; a fatia maior – 6,5 milhões de euros – está dependente da eliminação dos reds, já que é esse o valor que cada um dos clubes apurados para a fase seguinte da Champions irá receber por parte da UEFA. Isto sem contar com o valor que a Sociedade Desportiva dos azuis e brancos terá direito pelos direitos de transmissão do jogo de amanhã e também da publicidade.
Com a necessidade de baixar o passivo e reequilibrar as contas para não falhar o acordo de fair play financeiro feito com o organismo que tutela o futebol europeu, estes dois jogos com o Liverpool podem significar um autêntico euromilhões para os dragões, permitindo, por exemplo, uma abordagem diferente no próximo mercado de transferências, já que poderá oferecer maior liquidez.
Para já, a maior receita de bilheteira dos últimos anos está garantida. São esperados 50 mil espectadores no Dragão – faltam vender 1500 lugares – e todos tiveram de pagar bilhete. Isto porque os detentores de lugar anual com a Europa só tinham garantida a presença nos três encontros da fase de grupos da Liga dos Campeões. Com vários preçários disponíveis, a entrada mais barata custava 18 euros e a mais cara – neste caso para o público em geral – 100 euros. Só a vinda de 3400 adeptos do Liverpool significa um encaixe de 255 mil euros, visto que cada bilhete para o sector visitante custava 75 euros.
Numa primeira fase, os ingressos estiveram disponíveis apenas para os sócios e na primeira semana (ainda em dezembro de 2017) foram logo vendidos 10 mil. A exclusividade terminou no início de fevereiro, altura em que restavam cerca de três mil lugares para a lotação esgotar. Nessa altura, o encaixe conseguido só com os sócios foi superior a 1,2 milhões de euros. Convém referir que nestes valores está incluído o IVA, que desde 2012 passou a ser de 23 por cento nos bilhetes para eventos desportivos.
Para se ter uma ideia dos valores que estão em causa, o encontro com o Sporting, da Taça de Portugal, em que também todos os sócios tinham de comprar bilhete, gerou uma receita a rondar os 320 mil euros. Isto porque as entradas eram a dez euros. Agora, a mais barata custa praticamente o dobro.
Fonte: ojogo.pt