De Francisco Conceição a João Mário: FC Porto arrecada mais de 53 M€ em mais-valias
Se andas atento às movimentações financeiras no Dragão, sabes perfeitamente que o rigor orçamental deixou de ser uma bandeira eleitoral para se tornar uma questão de sobrevivência pura e dura. O mais recente Relatório e Contas da SAD do FC Porto, relativo à temporada 2025/26, veio confirmar a dimensão da reestruturação em curso: a sociedade azul e branca registou mais de 53 milhões de euros em mais-valias geradas através da transação de passes de futebolistas.
A prata da casa a dar liquidez imediata
Num defeso com elevada rotação de entradas e saídas, foram sobretudo os ativos criados e potenciados em casa a criar o maior impacto contabilístico. A transferência em definitivo de Francisco Conceição para a Juventus encabeçou as contas: um negócio fechado nos 32 milhões de euros que se traduziu numa mais-valia de sensivelmente 19,2 milhões de euros para a SAD liderada por André Villas-Boas. Para este desfecho foi determinante o facto de o esquerdino ter abdicado de 20% do montante líquido a que teria direito.
No mesmo sentido rumou João Mário. O lateral-direito, que passou mais de década e meia de dragão ao peito, rumou igualmente a Turim a troco de 12 milhões de euros. Tratando-se de um jogador com valor de aquisição nulo nos livros do clube, a operação resultou numa mais-valia limpa a rondar os 10,4 milhões de euros, salvaguardando ainda o FC Porto 10% de uma futura venda.
Borges, Otávio e outros encaixes ao pormenor
As contas não se ficaram pela dupla de Turim. Gonçalo Borges, transferido para os neerlandeses do Feyenoord num negócio avaliado em 10 milhões de euros, rendeu cerca de 9,4 milhões de euros em mais-valias, com a SAD a reter 15% de mais-valias futuras. A este lote junta-se a saída de Otávio Ataíde para os franceses do Paris FC — acordada por 17 milhões de euros fixos, mais variáveis —, além de movimentações menores que envolveram atletas como Fran Navarro e Zé Pedro, bem como encargos abatidos e taxas de cedência temporária.
Sustentabilidade sem perder a exigência de vista
Para o adepto na bancada, ver partir talento formado no Olival tem sempre um travo amargo. No entanto, os números espelhados no relatório mostram que a SAD precisava deste balão de oxigénio para continuar a estancar o passivo e colocar os capitais próprios em rota de recuperação após anos de sufoco. O desafio, agora, é manter a equipa competitiva e ganhadora no relvado enquanto a tesouraria tenta consolidar um equilíbrio que já não se via há muito tempo no Dragão.
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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