Fábio Silva abre a porta ao FC Porto e desabafa: «É uma mágoa que tenho»
Fábio Silva esteve na sala de imprensa da Cidade do Futebol a dar a cara pela Seleção Nacional e não se esquivou a falar do passado. O avançado de 24 anos, atualmente a viver um arranque de época goleador no Borussia Dortmund, admitiu com desarmante frontalidade que o adeus prematuro ao FC Porto ainda mexe consigo e deixou a porta entreaberta a um regresso no futuro.
O ponta de lança aproveitou a folga antes da concentração para ir ao Estádio do Dragão ver o clássico contra o Benfica e confirmou a sua ligação umbilical aos dragões. «Fui ver o meu clube, toda a gente sabe que sou portista e acompanho muito», começou por admitir. Recordando a transferência para o Wolverhampton em 2020, quando ainda era júnior e levava apenas 21 partidas pela equipa principal portista, o avançado não escondeu o peso desse momento: «O futuro nunca se sabe, mas a forma precipitada como saí do FC Porto é uma mágoa que tenho na minha carreira. Um dia, quem sabe, se as coisas se proporcionarem…».
Bagagem pesada e maturidade à prova
Essa mudança para a Premier League a troco de 40 milhões de euros atirou-o muito cedo para a fogueira dos grandes palcos. Fábio reconhece hoje que não estava completamente pronto para tamanha exigência, mas garante que o trajeto por Inglaterra, Países Baixos, Escócia, Espanha e agora Alemanha o transformou num atleta incomparavelmente mais maduro. «Quando saí, não estava tão bem preparado, ainda por cima para a melhor liga do mundo. Fez-me crescer e aprender. Sinto-me um jogador muito completo, mas ainda tenho muito para aperfeiçoar», sublinhou o internacional português.
Às ordens de Jesus e ao lado do ídolo
Chamado por Jorge Jesus para os compromissos da Liga das Nações, o atacante mostrou-se entusiasmado com a estreia sob o comando do novo selecionador. Jesus já tinha elogiado publicamente as características pouco convencionais de Fábio Silva, e o jogador explicou exatamente o que pode trazer ao ataque luso: «Não sou um avançado fixo ou que se dê à marcação dentro da área. Posso recuar para ligar o jogo, procurar outras zonas e pedir bola no pé ou atacar a profundidade. Sinto que posso oferecer várias soluções ao que o mister quer».
Sobre o novo timoneiro, o respeito é evidente: «O mister dispensa apresentações. Devo ser dos poucos aqui que ainda não tinha trabalhado com ele, mas sei o quanto os jogadores evoluem com a sua exigência. Quero aprender, ouvir e executar». E quando a conversa resvalou para a concorrência direta com Cristiano Ronaldo na frente, Fábio Silva recusou qualquer peso negativo: «É um privilégio estar aqui e aprender com ele. O Ronaldo é um ídolo, a referência em quem sempre me inspirei desde miúdo».
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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