Farioli abre o jogo sobre a venda de Rodrigo Mora: «Foi uma decisão financeira»
A novela do defeso portista teve direito a ponto final e, desta vez, foi o próprio Francesco Farioli a puxar da folha de apontamentos para meter os pontos nos is. Na conferência de antevisão ao embate com o Arouca, a contar para a 3.ª jornada do campeonato, o treinador dos dragões não fugiu ao tema quente da semana e garantiu que a ida de Rodrigo Mora para a Roma assentou em critérios puramente financeiros do clube.
«Um clube que precisa de vender»
O negócio do criativo de 19 anos, fechado numa operação que pode render 50 milhões de euros (25 milhões por metade do passe, acrescidos de bónus e mecanismo de compra da restante percentagem), foi classificado pelo técnico italiano como irrecusável para os cofres azuis e brancos. «A decisão de deixar o Rodrigo sair foi financeira. Os 50 milhões de euros representam um valor muito alto para o clube, é a contratação mais cara da história da Roma e entra no top-5 de maiores vendas da história do FC Porto. Trouxe dinheiro que um clube que precisa de vender necessita», sublinhou Farioli.
A resposta com números na mão
Confrontado com as críticas e com a narrativa de que teria encostado a jovem promessa da formação, o técnico desmentiu qualquer conflito e fez questão de comparar a rodagem de Mora com a de Gabri Veiga na época transata.
«Ouvi que ele era a minha terceira opção… No total da época passada, o Rodrigo jogou 1946 minutos e o Gabri Veiga fez 2699. Na Liga Europa jogaram exatamente o mesmo: 433 minutos para um e 432 para o outro. Em presenças no onze inicial, o Rodrigo foi titular 21 vezes e o Gabri 31. Quando tens dois atletas ao mesmo nível, tens de gerir em função dos jogos e das necessidades», explicou o timoneiro portista, rejeitando categoricamente que tenha empurrado a jovem pérola para a porta de saída.
Mais completo e campeão
Farioli vincou ainda a admiração pelo atleta, lembrando que Mora sai do Dragão com estatuto de campeão e com um crescimento notório na maturidade competitiva. «Temos uma relação honesta. Tudo o que disseram sobre eu tê-lo chutado para fora é falso. Hoje o Rodrigo é um jogador muito mais completo e de equipa do que há 14 meses. Desejo-lhe todo o sucesso», rematou, admitindo contudo que o plantel fica «mais fraco sem ele neste momento» e que o clube continuará atento à reta final da janela de transferências.
Fonte deste resumo
ojogo.pt ojogo.pt (abre noutro separador)Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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