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FC Porto aperta o cinto: mercado fecha com saldo positivo de 10 M€ e menor gasto desde 2020

Com rigor nas contas e compras cirúrgicas, os dragões fecharam a janela de transferências com lucro e o menor investimento em reforços desde o aperto da UEFA em 2020/21.
FC Porto aperta o cinto: mercado fecha com saldo positivo de 10 M€ e menor gasto desde 2020

Se estavas à espera de loucuras de última hora à porta do Olival, podes tirar o cavalinho da chuva. A SAD liderada por André Villas-Boas cumpriu à risca a promessa de gestão rigorosa e fechou esta janela de transferências de verão com rédea curta: o FC Porto gastou apenas 37,4 milhões de euros entre a equipa principal e o conjunto secundário, selando o mercado com um saldo positivo de sensivelmente 10,25 milhões de euros. Como nota reveladora, é preciso recuar seis anos, até ao verão de 2020/21 — época em que o clube vivia sob o garrote do fair-play financeiro da UEFA —, para encontrar um investimento tão reduzido em caras novas.

Kiwior foi a maior fatia de um bolo muito controlado

Apesar de o montante global investido no plantel principal ter ficado pelos 32,5 milhões de euros, quase metade desse valor nem serviu propriamente para apresentar um rosto inédito aos adeptos. A maior fatia das despesas coube à ativação da opção de compra de Jakub Kiwior: foram 17 milhões de euros pagos ao Arsenal para segurar o central polaco em definitivo, depois de um ano emprestado no Dragão.

A contratação do promissor Gabriel Mec, fechada por 11 milhões de euros, foi o reforço de entrada com maior peso na folha de cheques, enquanto Hwang In-beom custou 4,5 milhões. De resto, a administração azul e branca apostou forte na contenção e na prospeção: André Silva, Santiago Giménez, Fofana e Souza aterraram na Invicta sem custos de transferência. Já na equipa B, o investimento totalizou perto de 4,9 milhões de euros, divididos entre Eirik Granaas (1,8 M€), Niang (1,6 M€) e João Afonso (1,5 M€).

Venda de Rodrigo Mora alavancou 47,6 milhões em receitas

No capítulo das partidas, os cofres portistas respiraram com um encaixe global de 47,65 milhões de euros. A grande movimentação deu-se com a transferência da pérola Rodrigo Mora para a Roma. O negócio está estruturado para atingir um total de 50 milhões de euros, mas, face à fórmula partilhada acordada entre os clubes, apenas 25 milhões de euros foram contabilizados de imediato nas contas deste defeso.

Para além da saída do jovem criativo, os dragões realizaram vendas significativas com Deniz Gül (10 M€), Danny Namaso (5 M€) e Stephen Eustáquio (4,5 M€), a somar a cerca de 3,65 milhões gerados no mercado da equipa B com dispensas como as de Alarcón e Domingos Andrade. No fim de contas, depois de temporadas de forte agitação, o FC Porto dá um sinal claro aos rivais e aos credores: equilibrar a tesouraria não é apenas discurso de circunstância, é a regra número um no Dragão.

Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas

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