Jackson Martínez sai da reforma aos 39 anos e assina pelo Independiente Medellín
Aos 39 anos e quando já ninguém o esperava de calções vestidos a nível profissional, Jackson Martínez decidiu calçar as chuteiras outra vez. O avançado colombiano desfez a reforma que durava desde o final de 2020 e assinou contrato com o Deportivo Independiente Medellín, precisamente a formação onde completou a formação e se estreou como sénior.
Um regresso romântico às origens
O anúncio oficial encerrou dias de especulação intensa no futebol sul-americano. Sem competir desde a passagem pelo Portimonense, na época 2019/20, o experiente ponta-de-lança rubricou um vínculo inicial válido até ao final do ano desportivo corrente, ficando em aberto a hipótese de prolongar o compromisso por mais uma temporada caso a resposta física seja positiva.
No Medellín, onde brilhou entre 2004 e 2009 até rumar ao estrangeiro, Jackson é tratado como uma referência histórica. O clube aproveitou a reta final do mercado para jogadores sem contrato para assegurar o reforço, apostando no peso da sua experiência e na liderança dentro de um balneário que bem conhece.
O calvário do tornozelo e os anos de glória em Portugal
Para os adeptos portugueses, o nome de ‘Cha Cha Cha’ dispensa apresentações. Contratado pelo FC Porto aos mexicanos do Chiapas em 2012, Jackson viveu no Estádio do Dragão o ponto mais alto da sua carreira: marcou 92 golos em 136 partidas oficiais, sagrou-se três vezes consecutivas o melhor marcador da Primeira Liga e ergueu um título de campeão nacional e duas Supertaças.
A transferência milionária para o Atlético de Madrid em 2015 marcou o início de uma espiral complicada. Uma grave lesão no tornozelo, contraída ao serviço da seleção da Colômbia, roubou-lhe a capacidade de explosão e transformou os anos seguintes numa luta constante contra a dor. Depois de uma passagem pela China, no Guangzhou Evergrande, regressou a Portugal para ajudar o Portimonense, onde ainda disputou duas temporadas em ritmo gerido até abdicar da alta roda em dezembro de 2020.
Mais do que o futebol
Durante o longo interregno em que esteve retirado, Jackson dedicou grande parte da sua vida à música cristã e a outros projetos pessoais fora das quatro linhas. O bichinho da bola, no entanto, nunca desapareceu por completo. Agora, perante os próprios adeptos que o viram nascer para os grandes palcos, o avançado desafia o tempo e o historial clínico para escrever mais um capítulo improvável na carreira.
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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