O FC Porto comprou a 63% do que vendeu: as contas de quatro mercados de transferências
Entre o verão de 2024 e o inverno de 2025/26, a SAD gastou 164,6 milhões em compras e encaixou 261 milhões em vendas. O relatório e contas detalha os 110 milhões do verão de 2025 e o preço de não vender titulares.
Os 110 milhões de euros gastos no verão de 2025 foram o maior investimento de sempre do FC Porto numa janela de transferências. Mas o relatório e contas da SAD pede para olhar para o filme completo, e o filme mostra outra coisa: em quatro mercados, o clube comprou a 63% do que vendeu.
Quatro janelas, dois saldos
Entre o verão de 2024 e o inverno de 2025/26, a SAD gastou 164,6 milhões de euros em compras e encaixou 261,0 milhões em vendas. A sequência explica a estratégia: no verão de 2024, 31,1 milhões em compras contra 63,4 em vendas; no inverno seguinte, 13,0 contra 110,8, o inverno das grandes vendas; no verão de 2025, 112,5 contra 85,7; e no último inverno, 8,0 contra 1,1.
O relatório fala numa «política de reinvestimento enquadrada numa lógica plurianual»: vender primeiro, reinvestir depois.
Os números de 2025/26
Na época passada foram feitas 15 aquisições definitivas e dois empréstimos. Entre as operações destacam-se a compra da totalidade do passe de Samu, que elevou o investimento acumulado no avançado a 32 milhões de euros, e as contratações de Victor Froholdt, Alberto Costa, Gabri Veiga, Borja Sainz, Nehuén Pérez e Jan Bednarek. Jakub Kiwior chegou emprestado e foi comprado em maio de 2026 por 17 milhões.
Do lado das saídas, 12 vendas definitivas renderam 77,1 milhões fixos e seis empréstimos mais 1,5 milhões. Os proveitos totais com transações de jogadores chegaram a 96,9 milhões, incluindo 5,1 milhões de objetivos cumpridos, sobretudo da venda de Evanilson no ano anterior.
O preço de manter a equipa
O resultado com vendas de passes ficou em 55,9 milhões, abaixo dos 100,4 milhões recorde de 2024/25, porque a SAD «optou por preservar vários dos principais ativos desportivos». As amortizações dos passes subiram 13,1 milhões, para 47,5 milhões. Feitas as contas, o lucro líquido com jogadores foi de 8,4 milhões, menos 57,7 milhões do que no ano anterior.

Em resposta a
Em resposta a
Em resposta a