FC Porto cai de pé frente ao colosso Barcelona nas ‘meias’ da Supertaça Ibérica
Faltou muito pouco para se assistir a uma daquelas reviravoltas que ficam na memória. O FC Porto bateu-se até ao último suspiro no Instituto Feiral de Vigo (IFEVI), encostou o poderoso Barcelona às cordas nos instantes finais, mas acabou derrotado por 39-37 na meia-final da Supertaça Ibérica de andebol. Se acompanhaste o duelo, percebeste que os dragões pagaram bem caro os erros cometidos na etapa inicial diante dos atuais campeões da Europa.
Primeira parte em falso abriu cratera no marcador
O arranque até foi disputado taco a taco, com os portistas a responderem de pronto aos ataques catalães e a chegarem a liderar por 3-2. Contudo, a margem de erro contra a equipa de Carlos Ortega é nula. Bastou uma sequência de perdas de bola no processo ofensivo para o Barça acelerar as transições e cavar um fosso de rajada, empurrado pela eficácia do ponta Daniel Fernández e do pivô internacional português Luís Frade.
Apesar do desconto de tempo pedido pelo treinador Carlos Martingo ter estancado momentaneamente a sangria, várias exclusões na reta final do primeiro tempo deixaram a turma azul e branca desprotegida. O Barcelona aproveitou sem rodeios e foi para o descanso com uma liderança confortável de sete golos (22-15), que fazia antever uma segunda metade descansada para os blaugrana.
Reação furiosa e incerteza até ao último minuto
A verdade é que a equipa portuguesa voltou dos balneários transfigurada. Com uma defesa bem mais agressiva, as investidas potentes de Thorsteinn Gunnarsson e o acerto irrepreensível de Antonio Martínez (eleito MVP da partida) e de Guilherme Borges — ambos autores de seis golos —, o FC Porto começou a triturar a vantagem espanhola até encurtar a distância para 24-21.
Mesmo após o Barcelona tentar esticar novamente a corda e apesar do cartão vermelho direto mostrado a Miguel Oliveira, os dragões não baixaram a cabeça. Já dentro do minuto final, a pressão campo inteiro e o roubo de bolas permitiram ao conjunto portista colocar o placard num eletrizante 38-36. No entanto, a frieza de Janus Smárason num golo decisivo acabou por matar a esperança da igualdade, antes de João Gomes fechar a contagem em 39-37.
Ainda há medalha em jogo na Galiza
Com este resultado inglório mas que deixa sinais muito positivos para o arranque de época, o FC Porto vai disputar a partida de atribuição do 3.º e 4.º lugares frente aos espanhóis do CD Bidasoa Irun. Já a grande final ibérica terá o Barcelona a medir forças com o Sporting, que carimbou a passagem no outro duelo da tarde galega.
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
Em resposta a
Em resposta a
Em resposta a