Furacão Gidsel foi demais: FC Porto dá réplica mas tomba em Berlim
Se achavas que travar o vice-campeão europeu no seu próprio reduto já era uma tarefa titânica, imagina fazê-lo quando o melhor andebolista do planeta decide assinar uma daquelas noites que entram direto para os livros de história. O FC Porto caiu esta quinta-feira na Max-Schmeling-Halle diante do Füchse Berlin (40-32), em duelo da 3.ª jornada do Grupo A da Liga dos Campeões, vergando-se à pontaria devastadora de Mathias Gidsel.
Equilíbrio e atrevimento a desafiar a lógica
A tarefa dos homens de Carlos Martingo apresentava-se espinhosa logo à partida, agravada pelas ausências por lesão de Guilherme Borges, Linus Persson, Thorsteinn Gunnarsson e Xavier Barbosa. Ainda assim, se alguém esperava um Porto encolhido na capital alemã, desengane-se. Com transições rápidas e uma entrega admirável nos duelos, os azuis e brancos responderam golpe a golpe aos anfitriões.
Nem as duas exclusões prematuras do capitão Daymaro Salina demoveram a equipa nortenha, que anulou desvantagens e repôs a igualdade aos 13-13 através de João Gomes e Henrique Magalhães. Gomes, aliás, foi a principal dor de cabeça dos germânicos no primeiro tempo (cinco golos na conta pessoal), obrigando o técnico Nicolej Krickau a ordenar uma marcação individual cerrada. A eficácia do guardião Lasse Ludwig entre os postes e o ritmo frenético da formação da casa ditaram o 20-17 ao intervalo, mas a partida mantinha-se completamente viva.
Gidsel puxou dos galões e fechou a porta
A entrada no segundo tempo confirmou a atitude destemida dos dragões. Com Diogo Rêma na baliza a segurar investidas e Ricardo Brandão e Leonel Fernandes a faturarem na frente, o marcador encurtou para um empolgante 22-21. Parecia o momento ideal para passar para a liderança, mas foi aí que a engrenagem alemã acelerou em definitivo.
Num período de menor discernimento atacante, o FC Porto não conseguiu tirar partido das superioridades numéricas e sofreu com o contra-ataque germânico. Carlos Martingo arriscou no ataque com recurso ao sete contra seis, contudo Mathias Gidsel foi simplesmente incontrolável: o lateral dinamarquês fechou o jogo com uns impressionantes 17 golos, cavando um fosso que os seis remates certeiros de Antonio Martínez e a bravura de Brandão (cinco golos) já não conseguiram estancar.
Contas do grupo e reencontro à vista
Com este desfecho, o Füchse Berlin isola-se no segundo lugar do Grupo A com quatro pontos, atrás do líder HC Veszprém (seis), enquanto o FC Porto permanece no terceiro posto com dois pontos, à frente do RK Partizan. A boa notícia para ti, adepto, é que a oportunidade de desforra não vai tardar: os alemães viajam até à Invicta na próxima quinta-feira para disputar a 4.ª jornada no Dragão Arena, onde os dragões prometem exigir muito mais do que aquilo que Berlim viu nos últimos minutos.
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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