Champions que promete: o choque com o City, a muralha Diogo Costa e a resposta que se exige no Dragão
Perder nunca sabe bem, muito menos quando se trata de abrir a fase regular da Liga dos Campeões perante o teu próprio público. Mas se há derrotas que deixam terra queimada, o desaire do FC Porto diante do Manchester City (0-2) no Estádio do Dragão mostrou uma equipa viva, a bater-se de peito aberto contra o poderio financeiro e desportivo da Premier League. Essa foi a principal conclusão do mais recente episódio do podcast ‘Canto do FC Porto’, transmitido pelo zerozero, que juntou Pedro Fragoso e Rui Ribeiro na análise ao regresso dos azuis e brancos à elite europeia e ao momento da equipa de Francesco Farioli.
O teste dos milhões contra o City e o monumento chamado Diogo Costa
Disputar o jogo contra um dos maiores tubarões do futebol mundial sem cinco peças habituais — com nomes de peso como Jan Bednarek, Victor Froholdt e Samu fora das contas — tornava a missão hercúlea logo à partida. No relvado, a diferença de argumentos fez-se notar na frieza cirúrgica de Erling Haaland e nos detalhes de qualidade de Rayan Cherki, mas os dragões recusaram remeter-se à condição de mera vítima.
Se na primeira parte o FC Porto chegou ao intervalo sem registar remates, a solidez competitiva e, acima de tudo, a categoria estratosférica de Diogo Costa mantiveram a equipa na discussão. A soberba dupla intervenção do capitão a remates de Haaland arrancou aplausos estrondosos e voltou a alimentar o debate em torno da sua inexplicável ausência dos dez finalistas ao Troféu Yashin da Bola de Ouro. Conforme sublinharam os comentadores de bancada, a regularidade e dimensão de Diogo Costa colocam-no num patamar raramente visto nas balizas portuguesas desde os tempos áureos de Vítor Baía.
No segundo tempo, mesmo sofrendo o primeiro golo logo a abrir, o FC Porto mostrou personalidade: pressionou alto, ganhou metros e só pecou no momento da definição no último terço. A entrada mais tardia de Seko Fofana e o processo de adaptação de Santi Giménez à dinâmica da equipa foram temas acesos no rescaldo tático, a par das queixas portistas sobre a dualidade de critérios da arbitragem — com Joško Gvardiol a escapar ao segundo amarelo e um lance duro sobre Gabri Veiga no limite da sanção disciplinar.
Sufoco e reviravolta frente ao Moreirense
Antes do palco milionário da Champions, os dragões já tinham passado por um teste de nervos no campeonato. A receção ao Moreirense terminou com um triunfo por 2-1, mas custou o primeiro golo sofrido na época em provas internas, na sequência de uma desconcentração defensiva que Bednarek rapidamente emendou na área contrária, cabeceando para o empate após cruzamento de William Gomes.
Mais do que o resultado curto, o duelo ficou marcado pelo enorme susto em torno de Victor Froholdt, que sofreu um choque violento e deixou o estádio em sobressalto, acabando eleito a figura da semana pelo painel do programa pela entrega ao jogo. A vitória consolidou a arrancada interna, mas deixou alertas claros sobre a tentação de contemporizar em demasia nos momentos de saída sob pressão alta dos adversários.
Rio Maior na mira: ajustar contas antes do Clássico
Sem tempo para lamentos, a bússola portista já aponta ao próximo compromisso da I Liga. A deslocação a Rio Maior para defrontar o Casa Pia surge carregada de simbolismo: foi exatamente nesse terreno que o FC Porto tropeçou na temporada transata, um detalhe que Francesco Farioli não esqueceu na conferência de imprensa, deixando transparecer a vontade clara de acertar contas pendentes.
Com os gansos a atravessarem um arranque difícil e em zona perigosa da tabela, o favoritismo é todo azul e branco, mas o foco tem de ser máximo. Manter a liderança intacta e gerir o desgaste físico numa semana de exigência extrema é fundamental, até porque no horizonte imediato surge a pausa para as seleções e, logo a seguir, o Clássico frente ao rival Benfica.
Da febre da camisola rubi à memória viva das Antas
Para fechar o programa com sabor a bancada, saltaram à vista duas notas bem portistas. A primeira foi o estrondoso sucesso comercial da nova camisola alternativa rubi, que tem inundado as bancadas do Dragão a evocar a mítica época europeia de 2003/04 e o célebre golo de Derlei na Corunha.
A segunda veio com a habitual rúbrica de memória histórica: a recordação das estreias caseiras na Liga dos Campeões — desde o triunfo por 2-0 frente ao Olympiacos na era da pandemia até ao histórico embate de 2002 contra o Panathinaikos, na ressaca das noites europeias das velhas Antas com José Mourinho no banco. A Champions está só a começar e a exigência de ser Porto promete dar luta em todas as frentes.
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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