«Por um centímetro se ganha, por um centímetro se perde»: a validação nos Barreiros que aqueceu o debate
A reviravolta do FC Porto na Madeira frente ao Marítimo fez correr rios de tinta por causa de um escasso centímetro. Na Liga NOW, José Manuel Freitas desarmou a polémica e defendeu a tecnologia do VAR.
Se acompanhas o futebol português, já sabes como a conversa funciona: basta uma fita métrica virtual entrar em ação para o país do futebol se dividir ao meio. Na deslocação do FC Porto aos Barreiros, diante do Marítimo, a equipa de Francesco Farioli viu-se obrigada a suar as estopinhas para manter o pleno no campeonato. Quando Oskar Pietuszewski tirou da cartola um míssil teleguiado aos 86 minutos para selar a reviravolta (1-2), o assistente levantou a bandeirola, mas o VAR chefiado por Tiago Martins entrou em cena: o jovem polaco estava em jogo por apenas um centímetro. O suficiente para carimbar a oitava vitória em oito jornadas e incendiar o rescaldo mediático.
«A tecnologia garante que estava em posição legal»
No programa Liga NOW, emitido pelo canal NOW, o jornalista José Manuel Freitas colocou os pontos nos is logo a abrir o painel. Convidado a dissecar o lance decisivo no Funchal, não escondeu a sensação imediata que teve nas bancadas, mas recusou alimentar fantasmas sobre o trabalho da equipa de arbitragem.
«À vista desarmada pareceu-me fora de jogo. Mas quem sou eu para agora vir contestar uma decisão que, pela tecnologia, confirma que o golo foi legal? Não vou sequer colocar isso em dúvida. Eu acredito na tecnologia e acredito nas pessoas», sublinhou José Manuel Freitas, deixando bem vincada a sua leitura: «Por um centímetro se ganha, por um centímetro se perde. Sempre ouvi dizer isto ao longo da minha vida. A tecnologia garante que o futebolista do FC Porto estava em posição legal por um centímetro e o golo foi validado.»
Para lá da régua e do esquadro, o comentador fez questão de enaltecer o gesto técnico do prodígio de 18 anos, servido por Jakub Kiwior. «Foi um golo simplesmente espetacular de um miúdo que tem um jeito extraordinário para jogar futebol. Não só pela importância na vitória do FC Porto, como pela sua qualidade, vai ficar na história desta liga», completou.
Guerra de bastidores: entre a ironia azul e a «VARgonha» vermelha
A margem mínima deu azo a uma troca de galhardetes nas redes sociais que rapidamente saltou para a análise em estúdio. O FC Porto assinalou o triunfo com uma bicada bem-humorada — «A alegria que um centímetro pode trazer» —, enquanto o rival Benfica reagiu de imediato com críticas contundentes, apelidando a decisão de «VARgonha total» e juntando ao pacote queixas relativas ao jogo do Sporting frente ao SC Braga.
Para o comentador Mário Figueiredo, a movimentação encarnada faz parte de um jogo psicológico evidente no tabuleiro da corrida ao título. O comentador sublinhou que, quando as linhas validam uma posição regular, o resultado traz apenas «verdade desportiva», considerando que qualquer tentativa de descredibilizar a ferramenta alimenta um fogo desnecessário num momento em que a arbitragem nacional já enfrenta bastante pressão externa.
Oitavo triunfo consecutivo e o mérito do banco
Dentro das quatro linhas, a vitória portista teve contornos dramáticos. Um remate improvável de Szalai colocou os insulares em vantagem num raro erro de cálculo de Diogo Costa — momento que José Manuel Freitas contemporizou («Diogo Costa é humano e também se fia no golpe de vista; acontece aos melhores»). Sem Gabri Veiga no onze inicial, os dragões ressentiram-se na criatividade até Froholdt restabelecer a igualdade em cima do intervalo.
Foi na etapa complementar, com as mexidas cirúrgicas de Farioli e o cerco montado à baliza do guarda-redes maritimista, que o coletivo azul e branco encontrou a rota da reviravolta. Um desfecho tão sofrido quanto cirúrgico, medido ao milímetro, que mantém o FC Porto intocável no topo da tabela classificativa.
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas

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