Dragão de Ouro para Francesco Farioli: «O troféu já está no museu, agora é voltar a correr o metro extra»
Distinguido como Treinador do Ano na 39.ª gala dos Dragões de Ouro, Francesco Farioli agradeceu a Villas-Boas, lembrou a lenda de Jorge Costa e emocionou a Super Bock Arena ao recordar as lágrimas da filha no relvado.
Se precisavas de compreender o que move Francesco Farioli e o balneário que devolveu o FC Porto ao topo do futebol português, as palavras do mister na 39.ª gala dos Dragões de Ouro disseram tudo. Distinguido com o Dragão de Ouro de Treinador do Ano na Super Bock Arena, após conduzir os dragões à conquista do 31.º campeonato nacional e de dois troféus na sua época de estreia, o técnico italiano emocionou a plateia ao recordar o momento exato em que a ficha caiu dentro das quatro linhas.
O treinador azul e branco começou por recuar à sua primeira presença na cerimónia, sublinhando a exigência imediata com que foi acolhido pela família portista: «Disseram-me que este tinha de ser o nosso ano. E pronto, aqui estamos.» De seguida, dirigiu palavras sentidas a André Villas-Boas pela confiança demonstrada, arrancando sorrisos na plateia com uma confissão bem-humorada: «Não podia estar aqui se a direção e o presidente não me tivessem convencido a vir. Já agora, não foi assim tão difícil.»
«Siamo campioni, papà»
O momento mais comovente da intervenção surgiu quando Farioli admitiu que a obsessão competitiva o impediu de desfrutar em pleno do dia da consagração matemática, a 2 de maio. Focado ao milímetro até ao apito final, o desbloqueio emocional só chegou dez minutos mais tarde, já em pleno relvado.
«A minha filha Lea veio ter comigo a chorar, deu-me um abraço e disse: ‘Siamo campioni, papà’. Foi aí que percebi mesmo o que tínhamos feito», revelou o técnico, visivelmente emocionado, antes de dedicar a proeza ao grupo liderado pelo capitão Diogo Costa: «Eram o melhor grupo para representar a lenda que é o Jorge Costa.»
O troféu no museu e a ambição de sempre
Fiel à cultura de trabalho que tem marcado a sua passagem pelo Olival, Farioli repartiu os louros com a sua equipa técnica e com todo o staff que assegura o «trabalho invisível» nos bastidores. Mas deixou claro que os festejos duram pouco tempo: «O troféu já está no museu. Agora temos a responsabilidade de ir à procura de mais e de voltar a correr aquele metro extra que é a nossa impressão digital.» O recado não podia ser mais claro: a época foi dourada, mas a fome de títulos continua a ditar as regras no Dragão.
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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