Pedro Machado comove o Dragão: «Tive de aplicar a mística à minha própria vida»
Vencedor do Dragão de Ouro Dedicação após superar uma doença oncológica, o basquetebolista Pedro Machado colocou a Super Bock Arena de pé com um dos discursos mais marcantes da noite.
A 39.ª gala dos Dragões de Ouro entregou troféus para todos os gostos na Super Bock Arena, mas nenhum momento tocou tão fundo a alma portista como a subida ao palco de Pedro Machado. Galardoado com o Dragão de Ouro Dedicação, o jovem basquetebolista azul e branco recebeu a ovação mais sentida e demorada da noite, colocando toda a sala de pé num tributo espontâneo a uma autêntica lição de coragem.
Durante a época passada, enquanto a equipa de Fernando Sá quebrava o longo jejum e festejava a conquista do campeonato nacional, Pedro travou longe dos holofotes a batalha mais dura de todas contra uma doença oncológica. Nunca virou as costas ao grupo nem deixou de sentir o pulsar do balneário e, depois de vencer a doença com o apoio dos profissionais do IPO, subiu ao palco para mostrar o que significa pertencer a esta família.
«Vestir esta camisola foi a motivação para não desistir»
Com as palavras medidas e a voz firme, Pedro Machado recusou ficar com os louros individuais da distinção e repartiu o troféu por todos os que lhe estenderam a mão nas horas de maior incerteza. «Se hoje estou aqui com este prémio nas mãos, é porque nunca estive sozinho. Este Dragão de Ouro pertence a toda a estrutura do FC Porto, aos meus companheiros, a todo o staff e à minha equipa, e também não esquecer a equipa do IPO. Nos dias menos bons foram vocês o meu amparo, a minha força», começou por desabafar.
Foi, no entanto, ao definir o ADN portista que o atleta arrepiou quem o ouvia na Invicta: «Muitos dizem que a mística deste clube está na capacidade de sofrer e saber lutar contra todas as adversidades e de vencer contra tudo e contra todos. Este ano tive de aplicar esta mística à minha própria vida. Vestir esta camisola e carregar este símbolo foi a minha maior motivação para não desistir.»
A fechar, Pedro dedicou o prémio à família, que o amparou «no silêncio dos dias maus», antes de selar o momento com um abraço carregado de cumplicidade ao presidente André Villas-Boas. Um instante puro que lembrou a toda a gente por que razão este clube é muito mais do que simples resultados desportivos.
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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