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Samu quebra o silêncio após regresso emocionante no Clássico: «Ninguém viu o sacrifício que fiz»

Após 223 dias de paragem por uma lesão grave no joelho, Samu Aghehowa regressou aos relvados no triunfo sobre o Benfica (3-1) e lembrou o trabalho sem férias que antecipou a sua volta.

Foram mais de sete longos meses de espera, mas a noite de festa no Dragão reservou-te um momento de puro arrebatamento. Precisamente 223 dias depois de sofrer uma grave lesão no joelho direito, Samu Aghehowa voltou a calçar as chuteiras em competição oficial no triunfo claro por 3-1 sobre o Benfica, a contar para a 7.ª jornada do campeonato. Na hora do regresso, o ponta de lança abriu o coração aos jornalistas para recordar o caminho invisível que o trouxe de volta muito antes do que estava inicialmente previsto.

Trabalho sem férias e agradecimento aos bastidores

Afastado desde fevereiro na sequência de uma rotura total do ligamento cruzado anterior, contraída num clássico frente ao Sporting, o internacional espanhol recusou atirar a toalha ao chão. «Treinei todos os dias, sem ter férias. Quando queremos alguma coisa, temos de lutar por ela. Desde o primeiro segundo a minha ideia foi clara: voltar o melhor e o mais rápido possível», desabafou Samu, lembrando as semanas consecutivas de esforço físico no Olival e longe das câmaras.

O avançado fez questão de partilhar o mérito com os responsáveis da estrutura de saúde portista. Deixou uma palavra sentida a Pedro Silva, diretor de performance que esteve a seu lado diariamente em toda a reabilitação, e a Jorge e Ricardo, que viajaram inclusivamente consigo para Sevilha durante o defeso para não quebrar o plano de recuperação. «Não estava previsto jogar esta partida, mas no final correu tudo bem, a equipa médica deu luz verde e já pude estar presente, graças a Deus», admitiu o goleador.

O carinho nas ruas e a ovação nas bancadas

Se ouviste a explosão no Dragão assim que o avançado saltou para o aquecimento, o momento em que entrou em campo nos minutos finais foi arrepiante. Samu destacou que o calor dos adeptos foi o grande combustível para superar os dias mais sombrios: «A forma como me receberam é muito gratificante, vou levá-la sempre no meu coração. Pelas ruas, sempre que me viam, davam-me apoio, e isso deu-me muita força.» Com o FC Porto isolado no comando da Liga e em pleno ritmo de vitórias, Francesco Farioli volta a ter à disposição a sua principal referência ofensiva.

Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas

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