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O texto magnifico de Bernardino Barros que vais partilhar

O Estado sou eu.

Quem olha para esta catadupa de notícias – onde, a cada dia que passa, mais Toupeiras cavam mais um buraco numa galeria onde grassa a Corrupção e na qual o clube encarnado está enterrado (pelo menos) até ao pescoço – pergunta-se: “ainda haverá mais?”

Quando se vê esta sucessão de notícias, imaginamos o filme “O Dia da Marmota”, protagonizado por Bill Murray, numa trama em que os dias eram sempre iguais, numa sempre idêntica sucessão (repetição) de factos. Bem que se poderia fazer uma sequela, com mudança para o título “O Dia da Toupeira” – num exemplo daquele que é o dia-a-dia e o ‘modus operandi’ de um clube que montou uma teia de Poder que não tem exemplo em Portugal. Talvez só no tempo dos gangsters e da máfia, e também da Camorra, nos Estados Unidos e em Itália respectivamente, é que se poderá encontrar paralelo a este “polvo” benfiquista; mas estamos certos que aquelas organizações estarão sempre em perda para com este último.

A Instituição “sl benfica” e muitos dos seus adeptos, não têm culpa do “circo” em que estão metidos, por culpa de uns tantos figurantes que se julgam estar (e, se calhar, com razão) imunes a todas as acusações que lhes são imputadas – dando-se ao desplante de literalmente “gozar de palanque” com as leis de um País que deveria pugnar pelo lema ‘Dura Lex Sed Lex’. Tal seria o expectável num Estado de direito e num claro exemplo de uma Justiça equidistante, imparcial e igual para todos; mas não é o que se verifica pois o “Rei Sol” encarnado desafia tudo e todos, clamando bem alto “O Estado Sou Eu!”.

¬ Só assim se compreende que se ameace com processos judiciais a quem ousar falar ou recorrer aos e-mails;
¬ Só assim se compreende a ameaça (nada velada) a cidadãos e a jornalistas que ousem escrever sobre o assunto “corrupção”;
¬ Só assim se compreende que, num Estado (dito) Democrático, se tente silenciar a opinião pública;
¬ Só assim se compreende que ninguém critique o recurso feroz a tácticas perfeitamente identificadas com regimes fascistas;
¬ Só assim se compreende que ninguém conteste o feroz ataque à Liberdade de Imprensa, consagrado na Constituição da República Portuguesa;
¬ Só assim se compreende que, após estas evidências, exista somente Silêncio perante a instalação de um estado dentro de outro Estado.

Mais:
– o Governo (IPDJ incluído) “assobia para o lado” e faz como os três macaquinhos: não vê, não ouve e não fala;
– a FPF, que emite uns pareceres generalizados sobre o “barulho” à volta do Futebol, alega que não pode abrir «feridas mais profundas» naquele, pois que está atada de pés e mãos pelo roubo dos computadores da sede federativa e pelo “vazamento” das sms do seu presidente;
– a Liga de Clubes age de igual modo àquela, porventura com medo do poder de quem manipula a marionete “G15”;
– o poder judicial subjuga-se ao poder encarnado – por exemplo, mudando os processos sob investigação para um sistema que seja à prova da devassa das “toupeiras” encarnadas;
– a Imprensa, controlada e manietada pelo Estado Lampiânico – e de que o “Caso dos E-mails” é disso muito elucidativo –, vai “dourando a pílula” de quem lhes alimenta a agenda. Aliás, neste capítulo já não basta ignorar as evidências e/ou arranjar desculpas esconsas, dignas da uma mente escabrosa e maquiavélica; actualmente dá-se ao trabalho de propalar historietas fabricadas em várias contas de avençados do Clube do regime, sem o mínimo de credibilidade e olvidando o básico do Jornalismo: investigar, ouvir as partes, obter declarações com o consentimento daquelas, relacionar os factos, produzir uma peça jornalística digna desse epíteto.

Todos acham, pelo comportamento acima descrito, que estamos perante um mal menor: apenas umas “corrupçõezitas”, uns “tráficozitos” de influências e de drogas, uns branqueamentos de “capitaizinhos”, umas “burlitas”, uns “subornitos” aqui e acolá e sem qualquer expressão. Afinal, como em tempos alegava o “Rei Sol” «acha mesmo que um árbitro se deixa corromper por 300, 400 ou 500 euros?»; ou como dizia um dos “papagaios”, «todos fazem»…
A realidade é que o processo “Porta 18”, o “Caso dos Vouchers”, o “Caso dos Mails”, a “Operação Lex”, a “Operação E-Toupeira” – e para não ir mais atrás no Tempo e chamar o “Caso BPN”, ou o do roubo do camião –,redundam em acusações de:
• corrupção (activa e passiva)
• coacção de Agentes Desportivos
• tráfico de influências
• fraude fiscal
• jogos “combinados”
• manipulação de Informação
• controlo da Comunicação Social
• quebra do Segredo de Justiça

Juntando os casos em que directa ou indirectamente o nome do Clube do Regime esteve envolvido – seja por intermédio dos seus adeptos, dos seus «grupos organizados de sócios» ou até de seus dirigentes (ou activo, ou que já por lá passaram) – temos tipificado, entre outros, o roubo de camiões, de tráfico de droga, de agressões a árbitros (no próprio estádio, como nas imediações a este), de ameaças e de perseguição a árbitros (Jorge Sousa), o assassínio de adeptos rivais, numa clara percepção de que, para quem os pratica, nada destes comportamentos são desviantes, antes pelo contrário: está-lhes no sangue.

“Até quando?”, pergunto.
Responda quem souber ou puder; eu não me atrevo a isso.

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«Branco mais Branco, não há!»

A presidente do Sindicato de Jornalistas, Sofia Branco, indignou-se com as frases do Presidente do Sporting, mas e já está há quatro anos no cargo, não se indignou perante as recorrentes diatribes do “seu” presidente – por sinal, condenado a prisão por um roubo de um camião e arguido em dois processos. Vejamos o que branqueou Sofia Branco:

• quando o benfica resolveu implementar uma “aberração jornalística” e criar uma conta de Twitter exclusiva para jornalistas avençados, que serve exclusivamente para atacar os clubes rivais, Sporting e FC Porto, e escudando-se no anonimato, isso incomodou a presidente Sofia Branco?
• não a incomoda, como líder de toda uma classe, que as mesmas notícias, “bebidas” naquela conta de Twitter anónimo, sejam recorrentemente citadas por “jornalistas” como «fonte oficial»?
• não achou uma clara medida atentatória da Liberdade de Imprensa quando o benfica requereu, ao Tribunal Judicial do Porto, uma notificação judicial avulsa para informar algumas empresas de Comunicação Social que «devem abster-se de publicar ou divulgar qualquer informação confidencial» relativa ao denominado “Caso dos e-mails”, disponibilizados na Internet?

Sofia Branco, não tente dividir a classe em boa ou má Imprensa.
Sofia Branco, não tente generalizar o tema “comentadores”, pois a maioria destes vem de áreas liberais e não são jornalistas. Aliás, só alguns dos comentadores, poucos, é que são jornalistas com carteira profissional.
Sofia Branco, não desdenhe dos “assessores de Comunicação” pois que os dos três grandes e de outros clubes, também, são jornalistas de pleno direito.

Julguei-a diferente nas atitudes e nos julgamentos: para casos iguais, atitudes iguais.
Para ser sectária nos seus julgamentos e intervenções, já bastou o tempo do “gnomo dos jardins”.

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A justiça de funil

Não é a primeira vez, nem será a última infelizmente.
O Conselho de Disciplina puniu José Sá, guarda-redes do FC Porto, porque o árbitro da partida, Bruno Paixão (Miguel Duarte na actividade extra de vendedor imobiliário), escreveu no relatório: «No final do jogo, o jogador foi considerado expulso porque dirigiu-se ao árbitro e ao mesmo tempo que o cumprimentava disse: “Muitos parabéns pela excelente vitória que conseguiste aqui, tu e a tua equipa!”. Expressão que o árbitro considerou ofensiva e que colocou em causa a sua honra e dignidade», conforme foi lavrado pelo árbitro no seu relatório.

A Justiça tem sido igual para frases proferidas por jogadores, dirigentes ou treinadores, do mesmo teor ou semelhantes?
– Fábio Coentrão mandou o árbitro, Fábio Veríssimo, para o car…. e não foi castigado.
– Fábio Coentrão teve um comportamento racista para com Marega – algo severamente punido pelas leis da FIFA e da UEFA – e não foi castigado.
– Rui Vitória, insatisfeito com a actuação do árbitro (Hugo Miguel) e do VAR (Tiago Martins), no final do último jogo contra o Sporting afirmou “Vou estar atento à carreira destes dois árbitros”. Castigo: zero.
– João Capela é alvo de inquérito disciplinar por alegadamente ter mentido no relatório, escrevendo que Murillo, jogador do Tondela, o tinha insultado em espanhol, quando o jogador é brasileiro.
– No caso do castigo a Brahimi, por alegados insultos, em francês, ao quarto árbitro, Tiago Antunes, na época transacta, em Braga, não houve inquérito disciplinar ao “colegiado” de Coimbra, apesar de ele não perceber Francês…

Os árbitros não escreveram nos relatórios as incidências acima reportadas?
Os regulamentos possibilitam a instauração de processos sumários por visionamento das imagens televisivas, quando os factos são graves e não são punidos pelos árbitros durante a partida ou não são por eles mencionados no relatório. Não foi assim que foi punido o árbitro Jorge Sousa?

Esta é a justiça de funil do Dr. José Manuel Meirim.

Até para a semana.

PS. Ainda sobre a afirmação do José Sá, devo dizer que não merecia castigo pois que sempre ouvi, da minha mãe, a frase “meu filho, quem fala Verdade não merece castigo”. ‘Et pour cause’…

Um abraço do
Bernardino Barros


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