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Pinto da Costa: «Sem treinador precisava de fiscais de linha»


Pinto da Costa deixou alguns recados no discurso desta sexta-feira na casa do clube em Argoncilhe. O presidente lembrou mesmo uma célebre expressão de Jorge Jesus.

“As vitórias do FC Porto têm de ter sempre qualquer senão. As dos outros são sempre limpinhas, limpinhas, limpinhas. Tenho pena de assistir às vezes em estações pagas por nós indivíduos pagos para respirar ódio contra o FC Porto, mas isso deve ser um motivo para nos dar força e nos unirmos mais”, comentou.

De seguida, o líder portista abordou o tema financeiro: “Estamos num ano muito importante, em que os clubes atravessam grandes dificuldades e têm todos problemas terríveis. Chegámos este ano aos “quartos” da Champions. Ninguém acreditará que, perante o nosso orçamento de 100 milhões, o clube que agora desceu de divisão em Inglaterra tenha recebido da televisão 150 milhões. É esta luta desigual que temos de travar e da qual não iremos desistir. Queremos levar o FC Porto a toda a parte”.

Pinto da Costa regressou depois ao tema da arbitragem e admitiu que ainda ponderou “não ter treinador”: “Deixo uma palavra de esperança, as coisas hão de mudar. Não vamos arranjar desculpas para os insucessos, vamos apenas exigir um tratamento igual. Já estive para não ter treinador, mas depois comecei a pensar que, para isso, precisava de muitos fiscais de linha e de alguns senhores que andam de apito na boca. Como não os conheço, mantive o treinador e estou a ver se consigo melhorar a equipa para que o que aconteceu este ano não se repita”.

Por fim, o presidente dos dragões lembrou uma reunião que teve a meio do campeonato e disse estar ainda à espera de respostas.

“Fui recebido pelo Conselho de Arbitragem no final da primeira volta e expliquei que não era perito, mas pedi apenas, porque estava diante de gente mais inteligente do que eu, que me ensinassem a compreender alguma situações. Depois ter perguntado se um Braga-Benfica, um V. Guimarães-FC Porto, um V. Guimarães-Benfica seria óbvio que fossem arbitrados por árbitros internacionais, disseram que sim. Então esclareçam por que é que quando V. Guimarães e FC Porto eram líderes, o árbitro escolhido foi um senhor que só não desceu de divisão porque recorreu e ficou na linha de água. Ainda estou à espera de resposta. Expus outros casos, alguns bem graves, e continuo à espera de resposta. Vão ter de dar a explicação noutros locais porque não vou deixar que o país, que já está inclinado, fique a pique mesmo no futebol. Vamos acreditar que as coisas vão mudar. Não é que as pessoas mudem, mas que mudem as poessoas”, concluiu.

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