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Sérgio Conceição: “Não gosto de perder, nem a jogar às cartas com os meus filhos”

O treinador do FC Porto falou em entrevista à RTP sobre a época que agora termina e sobre a relação com os adeptos azuis e brancos.

Balanço do campeonato: “Costumo dizer que o futebol é um recomeçar constante. Ou seja, acabámos um jogo e estamos imediatamente a pensar no outro. A verdade é que, e não queria falar muito do campeonato, fizemos 173 pontos em dois anos, houve campeonatos ganhos com menos de 80 pontos, nós fizemos 85 este ano. Mas preferia ser campeão duas vezes com 75 pontos. Ou seja, não estou nada satisfeito com isso, mas é uma situação passada, obviamente recente, mas conhecem a minha forma de estar e viver a minha profissão. E não gosto, não gosto nada de perder! Nem a jogar às cartas com os meus filhos, agora imagine-se o que é perder um campeonato da forma como nós perdermos na última jornada. Mas tenho que me focar na Taça, com grande disponibilidade mental para preparar da melhor forma o jogo com o Sporting”.

Pressão dos adeptos: “Todo esse tipo de pressões eu gosto muito. Gosto de ter a pressão de ganhar, de disputar finais, de ter adeptos apaixonados e exigentes com a equipa porque eu sou assim. Não existe nenhum clube que viva sem adeptos. Os adeptos são a verdadeira alma do clube”.

Sente-se injustiçado? “Mesmo que fosse campeão nacional este ano, há sempre a ideia que podíamos ter feito mais para ganhar mais títulos para o FC Porto. Mesmo que conseguisse ganhar todas as provas em que o clube esteve inserido, haveria sempre alguém que não estava de acordo com alguma coisa. Isso é normal no futebol. No geral, os adeptos do FC Porto reconhecem uma coisa que é extremamente importante: reveem-se nesta equipa nos últimos dois anos. É o sentimento que tenho mais presente em relação aos adeptos. Mas há sempre adeptos que não gostarão de uma ou outra coisa. Não há um treinador que seja consensual em tudo aquilo que faz. Isso é impossível. Estou completamente habituado a esse tipo de pressão. Volto a dizer: os adeptos reveem-se na equipa e a equipa sente o apoio que eles dão. Há que enaltecer este mar azul e espero que esteja presente – não só mas a puxar também pela equipa durante os 90 minutos e espero que seja com uma vitória”.

Fonte: Ojogo.pt



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