Nesta quinta-feira, as ações da SAD azul e branca estão a valer 1,24 euros, mais 7,83% do que na última quinta-feira, aquando da última negociação
As ações da FC Porto SAD valorizaram 7,83% depois da suspensão da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Esta quinta-feira, as ações subiram para 1,24 euros.
Relativamente à última quinta-feira, aquando da última sessão de negociação, mais de 4700 títulos trocaram de mãos, o que representa uma subida nove vezes superior ao habitual (média diária dos últimos três meses).
De recordar que a CMVM) levantou ontem a suspensão da negociação das ações da SAD do FC Porto, na sequência da divulgação de informação relevante ao mercado, depois dos esclarecimentos dados pelo clube.
As negociações das ações da SAD dos dragões tinham sido suspensas na terça-feira, e, após dois esclarecimentos do FC Porto no dia, um logo na manhã e outro mais ao final do dia, a CMVM acabou agora por levantar a suspensão.
Na segunda-feira, numa entrevista à estação televisiva SIC, Pinto da Costa, presidente e recandidato à liderança do FC Porto nas eleições de 27 de abril, tinha enaltecido uma futura entrada de capital oriunda do acordo selado por 15 anos com a empresa norte-americana Legends.
Depois de a CMVM determinar a suspensão das negociações, os azuis e brancos explicaram que a FC Porto SAD projeta assinar contrato com a Legends em abril, arrecadando entre 60 e 70 milhões de euros (ME) pela negociação da exploração comercial do Estádio do Dragão.
Em comunicado submetido à CMVM, o FC Porto atualizou a informação que tinha transmitido horas antes ao regulador, na qual apontavam a assinatura desse vínculo com uma empresa internacional até 30 de junho.
O valor global “será registado de imediato” nas contas da FC Porto SAD, mesmo que o respetivo pagamento “possa não ser feito de forma integral no momento da assinatura”.
A parceria irá ser consubstanciada “na participação minoritária, de até 30%, numa nova empresa”, que vai explorar as receitas comerciais diretamente associadas ao Estádio do Dragão, entre as quais a bilhética ou os direitos de designação do recinto, entre outras.
“Uma vez que esta empresa integrará o perímetro de consolidação da FC Porto SAD, o valor desse capital injetado será incorporado nas contas consolidadas da sociedade. A empresa parceira do FC Porto irá receber uma parte – que serão previsivelmente 30% a título de dividendos – do resultado gerado pelos negócios, com total partilha de risco, dos quais se esperam um significativo crescimento, dada a experiência internacional que o parceiro aportará à estrutura comercial do Grupo FC Porto”, explicou a administração da SAD presidida por Pinto da Costa.