Borja Sainz e o desbloqueio no FC Porto: «Estando confiante, parece fácil»
Se tens acompanhado os jogos do FC Porto esta temporada, sabes bem que Borja Sainz tem tido de batalhar por cada metro de terreno na rotação ofensiva. Ainda assim, mesmo saltando habitualmente do banco, o camisola 17 tem demonstrado um pragmatismo impressionante: entra, mexe com o ritmo e fatura.
A barreira invisível e a força anímica
Quem não estranha esta capacidade de superação é José Córdoba. O defesa internacional pelo Panamá partilhou o balneário de Carrow Road com o extremo basco nos tempos do Norwich City e, em conversa com o jornal O Jogo, colocou o dedo na ferida: a chave esteve na gestão psicológica após momentos de exigência extrema.
Para o central panamiano, era quase impossível que a tragédia pessoal vivida pelo espanhol e todo o ruído à volta não deixassem marcas, tornando o seu trajeto recente num verdadeiro teste de resiliência. Superada a tempestade na cabeça, o talento puro veio ao de cima: «O Borja, estando confiante, marca as diferenças e desequilibra pela rapidez e capacidade para tirar adversários do caminho. Faz isso muito bem e até deixa a impressão de que parece fácil», destacou Córdoba.
«Capaz de devorar o corredor»
Atento ao trajeto dos dragões precisamente pela amizade que mantém com o espanhol, o defesa confessa que acompanha os jogos pela televisão e nota um Sainz muito mais solto, adaptado e feliz na Invicta. Na memória ficaram os tempos de Inglaterra, onde o basco partia defesas ao meio com um raio de ação electrizante.
«Era incrível o que fazia. Era muito fácil jogar com ele, porque estava sempre no lugar certo para fazer dano ao adversário. A mim, encantava-me sempre vê-lo como extremo, porque é capaz de devorar o corredor e os laterais. Depois, tem a criatividade certa para se associar aos avançados e ser fundamental para municiá-los», rematou. Para quem pensava que o basco ia acusar a concorrência feroz nas alas portistas, o aviso de quem o conhece fica dado: quando a cabeça manda e as pernas respondem, Sainz não precisa de muitos minutos para virar o jogo de pernas para o ar.
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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