James Rodríguez pendura a camisola da Colômbia: adeus do eterno camisola 10
Chegou ao fim uma das ligações mais marcantes e apaixonadas do futebol de seleções deste século. James Rodríguez, aos 35 anos, anunciou esta terça-feira que não voltará a vestir a camisola da seleção da Colômbia. Uma decisão que fecha um ciclo de 15 anos com as cores do seu país, onde foi figura de proa, capitão e símbolo de toda uma geração de adeptos.
O antigo craque do FC Porto comunicou a despedida através de um vídeo partilhado nas redes sociais, visivelmente emocionado. “Chegou o momento. Defender as cores da seleção da Colômbia foi uma das maiores honras da minha vida. Saio em paz porque sei que dei absolutamente tudo”, sublinhou o esquerdino, agradecendo o carinho do povo colombiano ao longo de uma década e meia.
Do estrondo no Brasil à consagração continental
A ligação de James à seleção começou a construir-se em outubro de 2011, mas foi em 2014, no Mundial do Brasil, que o mundo parou para o ver. Foi ali que assinou um dos golos mais memoráveis da história dos Mundiais — o mítico vólei contra o Uruguai no Maracanã, que lhe valeu o Prémio Puskás — e terminou a competição como o melhor marcador com seis golos, antes de rumar ao Real Madrid.
Mais tarde, mesmo quando viveu períodos irregulares em vários clubes por onde passou na Europa e na América do Sul, a camisola amarela da Colômbia funcionou sempre como o seu refúgio sagrado. Prova disso foi a Copa América de 2024, na qual conduziu a seleção colombiana à final da prova, tendo sido eleito o melhor jogador do torneio graças a exibições de gala e a um recorde de assistências. O percurso fecha-se agora com a presença no Mundial de 2026, o terceiro campeonato do mundo do seu currículo sénior, a par de 2014 e 2018.
Foco exclusivo no regresso a casa
A decisão de abandonar o futebol internacional surge numa fase em que James optou por regressar às raízes: recentemente desvinculado dos palcos internacionais, assinou a custo zero pelo Atlético Nacional, marcando o seu regresso ao campeonato colombiano quase duas décadas depois de ter saído ainda jovem para o Banfield.
Por cá, os adeptos portistas guardam na retina as três épocas em que James brilhou no Estádio do Dragão, conquistando a Liga Europa e três campeonatos nacionais entre 2010 e 2013. Pela seleção, a lenda despede-se com registos impressionantes: 146 internacionalizações, 39 golos e 48 assistências. Um legado que dificilmente será esquecido no futebol sul-americano.
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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