Pablo Rosario desvenda segredo da máquina de Farioli: «Dá uma enorme importância aos detalhes»
Quando aterras num clube com a exigência do FC Porto, o tempo para te adaptares ao relvado costuma ser impiedoso: ou respondes na hora, ou o comboio passa. Pablo Rosario teve um trunfo valioso na manga quando chegou ao Dragão. Ao reencontrar Francesco Farioli, com quem já tinha partilhado balneário no Nice, o médio queimou etapas e integrou de imediato as dinâmicas do técnico italiano.
O atalho de Nice para o Dragão
Numa entrevista concedida à Betano Portugal, o médio internacional dominicano não escondeu que essa bagagem prévia foi decisiva para a sua rápida afirmação no futebol português. «Nem sempre é fácil para um jogador chegar a um novo clube e adaptar-se a um novo sistema de jogo. Tive a sorte de já conhecer a forma como ele gosta de jogar e aquilo que exige dos jogadores, o que me ajudou a adaptar muito mais rapidamente do que seria normal», confessou o jogador.
Essa sintonia refletiu-se claramente no relvado: logo na época de estreia de azul e branco, Rosario assumiu o papel de operário fiável e peça polivalente no esquema portista, somando 40 partidas oficiais e superando a fasquia dos 2.800 minutos de utilização.
A obsessão pelos pormenores que dita resultados
Questionado sobre o que torna a abordagem de Farioli diferente, Rosario apontou o dedo ao perfecionismo diário no Olival. Para o jogador, a chave reside na clareza do plano e na minúcia com que cada momento do jogo é dissecado nos treinos.
«O Farioli e a sua equipa técnica estão sempre à procura de melhorar, tanto a si próprios como à equipa, e dão uma enorme importância aos detalhes. Isso faz com que nós, individual e coletivamente, estejamos extremamente atentos às pequenas coisas», sublinhou Rosario. O médio destacou ainda o prazer de ver a teoria bater certo com a prática: «Entramos em campo com a ideia clara do que queremos fazer e mantemos o foco na execução. É muito gratificante ver que, quando o jogo começa, as coisas trabalhadas acontecem e funcionam.»
Combustível para ir mais longe
Apesar da regularidade e de um trajeto competitivo sólido, o médio não esquece que a época passada deixou algumas contas por saldar nas decisões internas e internacionais. No entanto, para Rosario, esses tropeços servem de combustível para a nova temporada.
«A nível coletivo, a equipa fez uma época muito boa. Infelizmente, em algumas competições não tivemos a sorte do nosso lado, mas isso serve de motivação para esta temporada, na qual queremos melhorar e ir ainda mais longe», concluiu, num aviso claro da fasquia que o balneário portista definiu para o presente ano desportivo.
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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