Túnel a ferver no Dragão: imprensa inglesa revela confusão entre Rúben Dias e Farioli
Se pensavas que a noite de Liga dos Campeões no Estádio do Dragão se tinha resumido à eficácia de Erling Haaland e à derrota portista por 2-0 frente ao Manchester City, desengana-te. A receção aos ingleses teve faísca dentro das quatro linhas e ardeu a sério no caminho para o descanso. De acordo com relatos da imprensa britânica, o túnel de acesso aos balneários transformou-se num autêntico barril de pólvora ao intervalo, com Rúben Dias e Francesco Farioli no epicentro de uma acesa altercação.
Polémicas no relvado incendiaram os ânimos
Para perceberes a origem da confusão, é preciso recuar aos instantes finais da primeira parte. O ambiente nas bancadas e no relvado azedou na sequência de uma entrada dura de Marc Guéhi sobre Gabri Veiga — que deixou o médio espanhol a sangrar e levou o banco dos dragões a exigir o cartão vermelho direto. Pouco depois, os protestos azuis e brancos subiram de tom com uma falta de Josko Gvardiol, com os homens da casa a reclamarem o segundo amarelo para o internacional croata, que Enzo Maresca acabou por substituir no recomeço.
A revolta não ficou pelo relvado e transbordou para os corredores do estádio assim que o árbitro polaco Szymon Marciniak apitou para o descanso.
Empurrões e intervenção da segurança no túnel
Segundo avançaram meios britânicos como o Daily Mail e o The Sun, a tensão disparou quando elementos da comitiva portista terão empurrado o guarda-redes suplente do City, Marcus Bettinelli. Foi nesse momento que Rúben Dias avançou em defesa do colega de equipa e se pegou com o treinador do FC Porto, Francesco Farioli, com relatos de trocas de empurrões entre ambos.
A confusão rapidamente engrossou: membros da estrutura dos dragões, como Henrique Monteiro e Tiago Madureira, trocaram palavras duras com jogadores ingleses, em particular com o internacional argentino Enzo Fernández. Para evitar que o confronto descambasse em vias de facto mais graves, foi necessária a intervenção imediata da equipa de segurança do estádio e do próprio Szymon Marciniak, que tiveram de separar as duas delegações.
A ‘farpa’ de Maresca e o desabafo de Farioli
Já na conferência de imprensa após o apito final, Enzo Maresca assegurou não ter presenciado o foco da zaragata por ter descido mais cedo para o balneário, mas revelou intenção de falar com o central português e aproveitou para lançar uma farpa direta à conduta do banco portista. «Podem perguntar o que quiserem, mas quantas vezes me viram a mim, ao meu banco, ou aos rapazes que trabalham comigo, a levantar-se do banco? Zero, durante 95 minutos. Quantas vezes viram o banco deles?», atirou o técnico dos citizens.
Do lado do FC Porto, Francesco Farioli apontou baterias aos critérios da arbitragem nos lances que despoletaram a tensão: «As imagens no Gabri Veiga foram claras. E o segundo amarelo para o Gvardiol também era claro. Foi um gesto antidesportivo. Podia ter mudado algo, mas faz parte do jogo», lamentou o técnico italiano.
Apesar da temperatura elevada no túnel e de novas picardias no fecho do encontro — como a discussão entre Haaland e Pablo Rosario —, as águas acabaram por acalmar na zona mista, com Alan Varela e Enzo Fernández a confraternizarem e a trocarem camisolas sem ressentimentos.
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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