Villas-Boas arrasa advogado de Mora e avisa: «O desrespeito jamais será esquecido»
Se pensavas que a transferência de Rodrigo Mora para a AS Roma tinha encerrado os episódios de tensão nos bastidores, André Villas-Boas veio provar o contrário. Na edição de agosto da revista oficial Dragões, o presidente do FC Porto apontou baterias a Luís Miguel Henrique, advogado do jovem talento e comentador televisivo, deixando duras críticas à sua postura pública durante as negociações.
«Um oportunista à procura de palco»
A saída do jovem formado no Olival para a capital italiana gerou forte ruído mediático, alimentado em parte pelas declarações do advogado do atleta. Villas-Boas não deixou passar o tema em claro e desvalorizou por completo o papel de Luís Miguel Henrique no desfecho da operação.
«Para completar o ramalhete, no meio da negociação da transferência de Rodrigo Mora para a AS Roma, entrou em campo um oportunista à procura de palco: um comentador, figura totalmente paralela e irrelevante a todo o processo, mas com sede de protagonismo», escreveu o líder dos dragões.
Família demarcou-se e agente pediu desculpa
O presidente azul e branco foi mais longe e revelou que o ruído criado pelo causídico teve repercussões imediatas no seio da própria comitiva do jogador. De acordo com Villas-Boas, a intervenção pública forçou a família a afastar-se do discurso e motivou um pedido formal de desculpas por parte do representante de Mora.
«Os seus serviços de advogado tiveram zero influência no desfecho das negociações entre clubes mas as suas tristes opiniões obrigaram os pais do jogador a distanciarem-se das suas palavras e o agente do jogador a pedir desculpa à Instituição», frisou, sublinhando ainda que «a imoralidade da sua tomada de posição e a revelação dos contornos do negócio chocam com o dever de reserva e discrição profissional».
A concluir o recado, Villas-Boas deixou um aviso categórico: «O seu desrespeito pelo FC Porto e, principalmente, pelo treinador do FC Porto, jamais será esquecido».
A farpa à «painelada» e o exemplo de Diego Moreira
Além de responder ao advogado, Villas-Boas aproveitou o espaço editorial para enquadrar a venda de Mora numa estratégia de sustentabilidade financeira e defender o encaixe assegurado pelo clube. Para ilustrar o que apelidou de «memória seletiva da painelada nacional», o presidente portista comparou a transferência com a de Diego Moreira, que rumou ao AC Milan após ter saído do Benfica a custo zero.
«Perder um talento a custo zero não merece comentário; valorizá-lo em 50 milhões de euros transforma-se num problema, desde que o mérito e o retorno fiquem a Norte», rematou o dirigente.
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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