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Villas-Boas ataca Benfica por causa de Pedro Proença: «Forma tão cruel e desrespeitosa»

No editorial da revista «Dragões», André Villas-Boas criticou o tratamento dado pelo Benfica a Pedro Proença na Luz e não poupou recados ao Sporting e às arbitragens.
Villas-Boas ataca Benfica por causa de Pedro Proença: «Forma tão cruel e desrespeitosa»
Foto: Kampus Production / Pexels

André Villas-Boas voltou a puxar da pena e não deixou nada por dizer no habitual espaço de opinião da revista «Dragões» de agosto. Se pensavas que a paragem para respirar após o arranque da época ia acalmar as águas, desengana-te: o presidente do FC Porto apontou a mira diretamente aos rivais de Lisboa, com particular destaque para a forma como o Benfica recebeu Pedro Proença no Estádio da Luz.

O «manifesto político» do mapa de lugares na Luz

O líder dos dragões insurgiu-se contra a colocação de Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, na sexta fila da tribuna presidencial durante uma visita recente ao recinto encarnado. O episódio aconteceu no rescaldo da divulgação de áudios de conversas privadas do dirigente da FPF, e Villas-Boas não teve meias palavras para qualificar o gesto das águias.

«Decidiram reservar ao Presidente da Federação Portuguesa de Futebol a sexta fila da tribuna, após a divulgação não consentida de excertos de conversas privadas que o próprio Pedro Proença classificou como truncados, incompletos e descontextualizados», apontou André Villas-Boas, disparando a seguir: «Que forma tão cruel e desrespeitosa de tratar uma figura institucional da maior relevância».

Para o presidente azul e branco, o protocolo serviu de arma de arremesso: «Para uma instituição que distribui permanentes lições de respeito, o mapa dos lugares da tribuna transformou-se rapidamente num manifesto político. É pena que a renovada eficiência comunicacional, entre instituição e acólitos, não tenha sido mobilizada para esclarecer, com serenidade e transparência, o contexto de tantos processos e episódios que, com uma persistência notável, regressam continuamente à discussão pública».

Recados ao Sporting e ironia sobre os critérios de arbitragem

O ataque do dirigente portista não se limitou à Luz e estendeu-se a Alvalade, visando a proximidade entre os dois rivais lisboetas. «Contra os aliados da Segunda Circular, porém, a indignação é habitualmente mais discreta, talvez por razões de vizinhança ou pela simples preservação desse histórico entendimento e lugar garantido na primeira fila», ironizou.

A arbitragem também esteve no centro do editorial, com Villas-Boas a recorrer ao sarcasmo para analisar as decisões nas primeiras jornadas. «Na arbitragem, porém, há uma notícia verdadeiramente reconfortante: a tão proclamada uniformização de critérios, afinal, existe!», escreveu o presidente portista. «Enquanto os jogos do FC Porto se tornaram autênticos ensaios sobre a cegueira, com penáltis claríssimos a evaporarem-se até o VAR ter a seriedade de os devolver ao jogo, nos jogos do Sporting a casualidade arbitral revela uma aleatoriedade quase comovente: os lances capitais parecem encontrar sempre o mesmo sentido e o mesmo beneficiário».

Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas

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