Villas-Boas quebra o silêncio sobre Rodrigo Mora: «Valorizá-lo em 50 milhões transforma-se num problema»
André Villas-Boas decidiu colocar os pontos nos is sobre a saída de Rodrigo Mora para a AS Roma. No habitual editorial da revista oficial Dragões, o presidente do FC Porto quebrou o silêncio sobre o negócio que agitou os últimos dias de mercado e não poupou nas palavras para defender a estratégia da SAD azul e branca, visando a crítica desportiva e a postura dos comentadores.
Comparação com Diego Moreira e ataque à «painelada»
O líder dos dragões enquadrou a transferência do jovem criativo numa operação que o avalia num total de 50 milhões de euros, garantindo que o FC Porto assegurou liquidez imediata e salvaguardou uma fatia substancial dos direitos económicos para o futuro. Para demonstrar o que considera ser uma dualidade de critérios na análise desportiva em Portugal, Villas-Boas traçou um paralelo direto com o percurso de Diego Moreira, formado no Seixal.
«Neste verão, dois jogadores formados em clubes portugueses chegaram ao futebol italiano através de operações com uma referência académica de 50 milhões de euros», começou por sublinhar o dirigente. «Diego Moreira saiu do Benfica a custo zero, passou pelo Chelsea, pelo Lyon e pelo Estrasburgo e chegou agora ao AC Milan por 50 milhões. Rodrigo Mora seguiu um caminho diferente: foi formado no FC Porto, cresceu no nosso clube, encantou os nossos corações e chegou à AS Roma numa operação que o valoriza em 50 milhões de euros, garantindo ao FC Porto um encaixe imediato relevante e a preservação de uma participação determinante no seu futuro», escreveu.
André Villas-Boas apontou depois o dedo àquilo a que chamou a «memória seletiva da painelada nacional»: «De repente, instalaram-se a preocupação, a comoção, a tristeza e a fiscalização financeira […]. Perder um talento a custo zero não merece comentário; valorizá-lo em 50 milhões de euros transforma-se num problema, desde que o mérito e o retorno fiquem a Norte».
Sustentabilidade e recado ao advogado de Mora
Para além de justificar o encaixe financeiro num momento de transição e reestruturação do clube, o presidente portista reforçou que o objetivo a médio prazo é construir um FC Porto «estável, poderoso, sem dívida», que consiga reter os seus maiores talentos durante mais tempo e ditar as suas próprias regras no mercado. No entanto, até esse patamar ser consolidado, admitiu a necessidade de tomar «decisões difíceis» que protejam o equilíbrio entre a competitividade em campo e a saúde dos cofres.
O editorial serviu ainda para deixar um aviso firme em relação ao ruído criado em torno das negociações, visando a conduta pública do advogado Luís Miguel Henrique. Villas-Boas revelou que a família do jogador se demarcou dessas declarações e que o empresário pediu desculpa ao clube, sublinhando que qualquer desrespeito para com a instituição e a equipa técnica liderada por Francesco Farioli não será esquecido no Dragão.
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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