Veszprém 36-28 FC Porto: Dragão assustou gigante europeu, mas faltou fôlego no regresso à Champions
O regresso do FC Porto ao palco maior do andebol continental não rendeu pontos na bagagem, mas deixou a certeza de que a equipa de Carlos Martingo tem fibra para ombrear com os maiores tubarões da Europa. Na visita à sempre temível Veszprém Aréna, frente a um dos crónicos candidatos ao troféu, os dragões acabaram derrotados por 36-28 na ronda inaugural do Grupo A da Liga dos Campeões. Ainda assim, o desfecho final engana quem não viu os largos minutos de equilíbrio e a coragem azul e branca em solo húngaro.
Reação de raça antes do descanso
A montanha a escalar era enorme. Do outro lado estava um conjunto recheado de estrelas mundiais e agora reforçado com o dinamarquês Emil Nielsen entre os postes. Como seria de esperar, os anfitriões entraram com tudo e aproveitaram as precipitações portistas no ataque organizado para cavar uma vantagem que chegou aos seis golos (12-6). Parecia desenhar-se o guião habitual para quem viaja até à Hungria, mas este FC Porto recusou deitar a toalha ao chão.
Com Sebastian Abrahamsson em noite inspirada na baliza e a fechar caminhos com defesas de grande nível, os dragões souberam tirar partido das exclusões húngaras e afinaram a pontaria. O momento da noite surgiu mesmo a fechar o primeiro tempo: após mais uma intervenção do guardião sueco, o pivô Guilherme Borges correu de costa a costa e marcou no último suspiro, selando um parcial de 4-0 que mandou a equipa para o intervalo a perder pela margem mínima (15-14).
Apagão no recomeço custou caro
Se o primeiro tempo terminou com o pavilhão em sobressalto, o regresso dos balneários trouxe um duro balde de água fria. A formação comandada por Xavier Pascual voltou com outra rotação e disparou um parcial demolidor de 5-0 nos primeiros minutos, catapultado pela inspiração de Nedim Remili, empurrando o marcador para os 20-14.
Carlos Martingo ainda pediu desconto de tempo para travar a sangria e viu a equipa responder. Guilherme Borges — imperial na linha dos seis metros, a fechar o encontro com sete golos —, Pedro Oliveira e Antonio Martínez voltaram a colocar o FC Porto a apenas três tentos de distância (23-20). Contudo, a profundidade do banco magiar e o cansaço acumulado ditaram leis. O Veszprém carregou nas transições, beneficiou de alguns erros técnicos na reta final e cavou o fosso até aos 36-28.
Baterias viradas para a Luz e para o Partizan
Apesar da derrota, as indicações deixadas na estreia europeia comprovam que o FC Porto tem argumentos para discutir a passagem no grupo. Não há, contudo, tempo para lamentos: antes de receber os sérvios do RK Partizan no Dragão Arena, no dia 17 de setembro, o calendário reserva já este domingo uma batalha de exigência máxima, com a deslocação ao Pavilhão da Luz para o Clássico frente ao Benfica.
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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