André Silva e a alma do dragão em Rio Maior: «Luto pelo clube do meu coração»
Se precisavas de uma prova de fibra deste FC Porto após o tropeção europeu a meio da semana, a resposta chegou em Rio Maior. Os dragões viram-se a perder frente a um osso duro de roer, mas sacudiram a poeira, deram a volta e golearam o Casa Pia por 4-1 na sexta jornada da I Liga. A faísca da reviravolta saiu dos pés de André Silva, que apareceu na hora certa antes do intervalo para empatar e, no final da partida, abriu o livro sobre a atitude da equipa, o clássico que se avizinha e a Seleção Nacional.
Empate a ferver antes do descanso
O jogo estava complicado. O Casa Pia adiantou-se aos 43 minutos por Henrique Araújo, na marcação de uma grande penalidade que motivou fortes protestos portistas. Mas a resposta não demorou: aos 45+3′, André Silva aproveitou uma assistência de Pablo Rosario para bater a oposição e restabelecer a igualdade, inaugurando o caminho para a cavalgada azul e branca construída na segunda parte por Kiwior, Borja Sainz e Santiago Giménez.
«No geral fomos superiores, quisemos mais, demonstrámos mais. Não era fácil, no ano passado não levámos daqui os três pontos. Começar a perder e virar o jogo vem da vontade e da garra de vencer desta equipa», disparou o avançado portista na análise à partida.
Mudar o chip sem desculpas
Questionado sobre o desgaste acumulado e a digestão do duelo europeu da última semana, André Silva recusou qualquer facilitismo e lembrou a exigência de vestir de azul e branco.
«Tivemos um jogo difícil, mas o chip exigido aqui é sempre o mesmo: entrar para vencer e dar a cara para superar o adversário e levar para casa os três pontos ou os troféus quando for necessário», sublinhou o internacional português.
De olho no Benfica e com a porta da Seleção aberta
Com seis vitórias em seis jornadas e o pleno pontual no campeonato, a comitiva de Francesco Farioli vira agora todas as agulhas para o primeiro grande teste de fogo: a receção ao Benfica. O calendário dá margem e André Silva sabe que a margem de erro num clássico é nula.
«Temos a semana toda para trabalhar. É um candidato. Vamos trabalhar durante a semana, entender quais os nossos pontos fortes para dar o melhor e enfrentar o desafio», projetou.
E se o rendimento pelo FC Porto lhe pode reabrir as portas da Seleção Nacional? O ponta de lança prefere manter os pés bem assentes na terra, focado apenas onde tem controlo direto: «Isso cabe ao míster. Aproveito para dar aqui o meu melhor, para lutar pelo clube do meu coração. Se tiver essa oportunidade vou aproveitá-la ao máximo, mas não me cabe a mim».
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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