André Villas-Boas Defende Chave de Repartição dos Direitos Televisivos Aprovada pela Liga Portugal
O presidente do Futebol Clube do Porto, André Villas-Boas, defendeu esta sexta-feira a chave de repartição das receitas televisivas, no âmbito do processo de centralização, aprovada pela Liga Portugal. As declarações foram proferidas durante uma visita à Casa FC Porto de Monção, onde o dirigente portista reiterou a sua satisfação com o modelo, considerando-o um “passo decisivo na construção de um bom futuro do futebol português”.
A chave de distribuição das receitas provenientes da comercialização centralizada dos direitos de transmissão dos jogos das competições profissionais foi aprovada na passada segunda-feira, 8 de junho de 2026, em Assembleia Geral extraordinária da Liga Portugal. A proposta obteve uma expressiva maioria, com cerca de 80% dos votos a favor, e representa um marco histórico para o futebol profissional em Portugal. A implementação deste novo modelo está prevista para a época desportiva de 2028/2029.
O modelo de distribuição estabelece que 90% do montante total angariado será destinado aos clubes da Liga Portugal, enquanto os restantes 10% serão alocados aos emblemas da Liga 2. Para o principal escalão do futebol português, a repartição das verbas será definida por cinco critérios distintos, visando promover a equidade, o mérito desportivo e a valorização das competições.
A maior fatia da distribuição (44,2%) dependerá do mérito desportivo, que inclui a classificação final no campeonato, o histórico de classificações e a contribuição para o ranking da UEFA. Uma percentagem de 33,2% das receitas será distribuída em partes iguais por todos os clubes da primeira divisão. Os restantes critérios englobam as assistências médias e audiências televisivas (17,6%), as condições disponibilizadas para as transmissões (3%) e a qualidade dos relvados, iluminação e condições de trabalho para os meios de comunicação (1%). A Liga Portugal estima que o valor global angariado pelos direitos televisivos possa atingir um máximo de 225 milhões de euros por temporada.
André Villas-Boas, eleito presidente do FC Porto em 27 de abril de 2024 e empossado em 7 de maio de 2024, sublinhou que a chave de repartição “valoriza todos os clubes e dignifica os três ‘grandes’ como motores económicos do futebol português”. O dirigente portista comentou ainda as críticas de Rui Alves, presidente do Nacional, que se manifestou contra o modelo aprovado e chegou a apresentar uma proposta alternativa que não foi avante. Villas-Boas defendeu que a realidade aprovada “agrada à maior parte dos clubes”.
O presidente do FC Porto enfatizou que, após a aprovação da chave de distribuição, os próximos passos passam por “ir ao mercado angariar as quantias que ambicionamos e julgamos valer”, bem como enfrentar os desafios de “melhoria das infraestruturas” e “maior capacidade de atrair os públicos aos estádios”.
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