André Villas-Boas Rejeita Categoricamente Entrada de Capital Estrangeiro no FC Porto
O presidente do Futebol Clube do Porto, André Villas-Boas, manifestou uma posição firme e inequívoca contra a entrada de capital estrangeiro no clube, sublinhando que tal cenário está “fora de questão”. As declarações foram proferidas numa entrevista conjunta aos órgãos de comunicação social O Jogo, Jornal de Notícias (JN) e TSF, publicada este domingo, 21 de junho de 2026.
Villas-Boas, que assumiu a presidência do FC Porto a 27 de abril de 2024, após uma eleição histórica que pôs fim a 42 anos de liderança de Jorge Nuno Pinto da Costa, foi categórico ao afirmar que “se abrirmos um dia a porta a investimento estrangeiro, seja em que moldes for, será o princípio do fim do FC Porto enquanto clube de associados”. O líder portista reforçou que, mesmo uma participação minoritária, seria “o princípio do fim e é algo que devemos combater”, admitindo a sua consideração apenas num cenário de “evidente falência financeira técnica”, algo que o clube deve “evitar em absoluto”.
A estrutura acionista da FC Porto – Futebol, SAD, a sociedade anónima desportiva do clube, tem o Futebol Clube do Porto como principal acionista, detendo 74,59% do capital. Outros acionistas relevantes incluem António Oliveira (7,34%) e a Olivedesportos (6,68%). Esta configuração reflete o modelo associativo que Villas-Boas se compromete a preservar.
Desde a sua eleição, André Villas-Boas tem vindo a delinear uma nova estratégia para o clube, que inclui uma abordagem diferente ao mercado de transferências e a necessidade de gerar fluxos de caixa para garantir a sustentabilidade financeira. A sua postura em relação ao capital estrangeiro alinha-se com a visão de manter a identidade e a autonomia do FC Porto como um clube gerido pelos seus associados.
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