Justiça investiga esvaziamento de contas de Pinto da Costa antes da sua morte

O Ministério Público está a investigar alegadas movimentações financeiras nas contas de Jorge Nuno Pinto da Costa nos meses que antecederam o seu falecimento, com a viúva, Cláudia Campo, a ser chamada a prestar esclarecimentos.
Justiça investiga esvaziamento de contas de Pinto da Costa antes da sua morte

Jorge Nuno Pinto da Costa, histórico ex-presidente do Futebol Clube do Porto, faleceu a 15 de fevereiro de 2025, aos 87 anos, após uma longa batalha contra um cancro da próstata. A sua morte marcou o fim de uma era de 42 anos na liderança do clube, onde conquistou inúmeros títulos e se tornou o dirigente desportivo mais titulado do mundo.

Nos meses que antecederam o seu falecimento, as contas bancárias do antigo dirigente desportivo terão sido esvaziadas, um facto que levou o Ministério Público a abrir uma investigação. A notícia, avançada inicialmente pelo ‘Correio da Manhã’ e citada pelo ‘Record’, indica que a justiça procura explicações junto de Cláudia Campo, viúva de Pinto da Costa.

De acordo com informações recolhidas pelo ‘Correio da Manhã’ junto de fontes judiciais, algumas das contas bancárias do ex-presidente do FC Porto encontram-se com saldos residuais ou mesmo a zero. Esta situação levou à interposição de uma ação judicial por Alexandre Pinto da Costa, filho do antigo presidente, que questiona o paradeiro de um património que, segundo ele, deveria ser substancial.

Cláudia Campo, gestora bancária de 48 anos, casou-se com Jorge Nuno Pinto da Costa em agosto de 2023, numa cerimónia civil discreta. O casal conheceu-se em 2017, no balcão do Banco Santander onde Cláudia trabalhava e onde Pinto da Costa tratava das suas finanças. A viúva foi intimada pelos tribunais a apresentar, no prazo de 30 dias, uma relação completa do património disponível.

A alegada ausência de bens significativos tem gerado tensões familiares. Cláudia Jacques, amiga de Alexandre Pinto da Costa, expressou surpresa pela falta de património, dado que Pinto da Costa “ganhava cerca de 1 milhão de euros por ano” e tinha despesas pagas pelo FC Porto, sugerindo que “não podemos achar que agora, após a morte, só existe um T1 e contas a zero”. O processo judicial em curso visa esclarecer as movimentações financeiras e o destino dos bens do ex-presidente do FC Porto.

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