Supertaça Cândido de Oliveira em Risco: Crise na Arbitragem Ameaça Duelo entre FC Porto e Torreense

A Supertaça Cândido de Oliveira, agendada para 1 de agosto entre FC Porto e Torreense, encontra-se em risco de paralisação devido a uma tomada de posição dos árbitros profissionais, que exigem um pedido de desculpas do presidente da FPF, Pedro Proença, na sequência de áudios polémicos. Os regulamentos preveem soluções extremas, incluindo a possibilidade de jogadores arbitrarem a partida.
Supertaça Cândido de Oliveira em Risco: Crise na Arbitragem Ameaça Duelo entre FC Porto e Torreense

A Supertaça Cândido de Oliveira, que marca o arranque oficial da temporada 2026/27 do futebol português, encontra-se sob séria ameaça de paralisação. O duelo entre o campeão nacional FC Porto e o vencedor da Taça de Portugal, Torreense, agendado para 1 de agosto, às 20h15, no Estádio Municipal Cidade de Coimbra, está em suspenso devido a uma tomada de posição do setor da arbitragem.

Os árbitros das competições profissionais decidiram não participar na primeira ação de reciclagem e avaliação da temporada, que teve início esta sexta-feira, 31 de julho, em Tomar. Esta recusa é um protesto direto e uma exigência de um pedido de desculpas público por parte de Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

A crise escalou após a divulgação de áudios gravados em 2024, nos quais Pedro Proença, então presidente da Liga Portugal, tece duras críticas à arbitragem portuguesa. Nas gravações, o dirigente terá afirmado que a maioria dos árbitros são “fracos” e questionado a existência de uma nova geração de juízes, declarações que os árbitros consideram ter posto em causa o prestígio e a credibilidade da classe.

Em resposta à polémica, Pedro Proença classificou a divulgação dos áudios como “ilegal e imoral”, alegando que se tratavam de conversas privadas, “truncadas, meticulosamente selecionadas, distorcidas, incompletas e descontextualizadas”, e pondera recorrer aos tribunais.

Perante este cenário de incerteza, os regulamentos da FPF preveem soluções para garantir a realização do jogo, mesmo na ausência dos árbitros nomeados. De acordo com as normas, a partida teria de ser disputada, podendo, em último caso, ser arbitrada por um árbitro presente na bancada ou, em situações extremas, por jogadores das próprias equipas. Um precedente histórico remonta a agosto de 2011, quando um jogo entre Beira-Mar e Sporting foi arbitrado por um juiz amador devido à recusa dos árbitros profissionais em solidariedade com um colega.

Apesar da contestação, a equipa de arbitragem para a Supertaça já havia sido nomeada. André Narciso, da Associação de Futebol de Setúbal, foi o escolhido para dirigir o encontro, auxiliado por Vasco Marques e André Botelho, com David Silva como quarto árbitro. Luís Ferreira e Rui Silva foram designados para o vídeoárbitro (VAR).

A situação atual representa um desafio significativo para o futebol português, a poucas horas do primeiro troféu oficial da época, e sublinha a tensão crescente entre a FPF e o setor da arbitragem.

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