Villas-Boas Satisfeito com Escolha de Jorge Jesus Após “Fracasso Absoluto” no Mundial 2026
O presidente do Futebol Clube do Porto, André Villas-Boas, manifestou-se satisfeito com a escolha de Jorge Jesus para o comando técnico da Seleção Nacional, após o que classificou como um “fracasso absoluto” de Portugal no Mundial 2026. Villas-Boas salientou a urgência de uma mudança “radical e abrupta” na equipa das Quinas, lamentando o que considerou ter sido uma “geração de ouro” desperdiçada na competição.
A Seleção Portuguesa foi eliminada nos oitavos de final do Campeonato do Mundo de 2026, após uma derrota por 1-0 frente à Espanha, que viria a sagrar-se campeã mundial. Portugal terminou a competição na 13.ª posição do ranking final da FIFA, um resultado que levou a uma descida para o sétimo lugar na hierarquia mundial.
Jorge Jesus foi oficialmente anunciado como o novo selecionador de Portugal a 9 de julho de 2026, sucedendo a Roberto Martínez. O técnico português, de 71 anos, assume pela primeira vez o comando da equipa principal do seu país, após uma carreira recheada de sucessos em clubes como o Benfica e o Flamengo, onde conquistou múltiplos títulos. Mais recentemente, Jesus conduziu o Al-Nassr ao seu primeiro título da Liga Saudita em sete anos, treinando inclusivamente o capitão português Cristiano Ronaldo. A sua chegada é vista por Villas-Boas como a de um treinador que atingiu o “topo da carreira”.
André Villas-Boas assumiu a presidência do FC Porto a 7 de maio de 2024, após vencer as eleições com 80% dos votos, pondo fim a 42 anos de liderança de Jorge Nuno Pinto da Costa. Desde então, o dirigente tem vindo a pronunciar-se sobre diversos temas do futebol nacional.
Na mesma intervenção, o presidente portista abordou a demissão de Duarte Gomes do cargo de Diretor Técnico Nacional da Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Duarte Gomes renunciou à função a 26 de junho de 2026. A sua saída terá sido motivada por um alegado conflito com Luciano Gonçalves, presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, e por uma suposta ingerência do organismo na nomeação das equipas de arbitragem para os jogos da Primeira Liga. A FPF, por sua vez, encaminhou o caso para o Ministério Público.
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