Presidente da APAF avisa FC Porto e Benfica antes do clássico: «Vamos ver se direcionam desculpas para os árbitros…»
O clássico entre FC Porto e Benfica já ferve nos bastidores antes de a bola sequer rolar no relvado do Estádio do Dragão. Como manda o guião do futebol nacional, a arbitragem volta a estar debaixo dos holofotes — e a Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) decidiu colocar-se à frente dos acontecimentos. Num artigo de opinião publicado no jornal Record, o presidente da instituição, José Borges, deixou um aviso frontal aos dirigentes dos dois rivais: «Vamos ver se direcionam desculpas para os árbitros…».
O álibi do costume debaixo de mira
O recado do dirigente da classe visa desmontar a tentação habitual que assiste às estruturas de topo: encontrar no trabalho do homem do apito a justificação perfeita para resultados desfavoráveis. Nas últimas semanas, o clima entre os clubes e os órgãos do setor voltou a adensar-se com comunicados inflamados, listas de protestos e críticas institucionais vindas tanto do lado portista como da Luz.
Para José Borges, que lidera os destinos da APAF desde o ano transato, esta estratégia de ruído contínuo serve apenas para condicionar o setor e desviar as atenções dos reais méritos e deméritos dentro de campo. A mensagem para o clássico da 7.ª jornada é clara: quem não conseguir vencer no relvado não deve recorrer à velha receita de culpar quem apita.
Dragão recebe clássico sob pressão máxima
O embate entre FC Porto e Benfica ganha contornos de enorme exigência competitiva, com os dragões a defenderem o primeiro lugar e as águias logo na perseguição direta. Para ajuizar a partida de domingo à noite, o Conselho de Arbitragem nomeou Miguel Nogueira, da Associação de Futebol de Lisboa, com Luís Ferreira a assumir as operações do videoárbitro.
A escolha reedita o cenário da temporada transata, quando o mesmo juiz dirigiu o clássico sem golos no Dragão — encontro que, na altura, motivou fortes protestos de parte a parte por lances divididos na área. Ciente do passado e da intensidade que rodeia o duelo, a APAF tenta antecipar cenários de contestação estéril e exige maior maturidade a quem comanda os destinos dos grandes emblemas.
Menos barulho e mais responsabilidade
O aviso de José Borges insere-se numa linha firme que o líder da APAF tem assumido perante o ecossistema desportivo nacional: proteger os associados contra campanhas públicas e pedir responsabilidade aos agentes do jogo. Se o futebol português quer espetáculo e credibilidade, os dirigentes têm de começar por assumir os desfechos desportivos das suas equipas sem transformar o apito em bode expiatório.
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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