Angélica André Regressa à Elite Mundial Após Ano e Meio de Ausência
Angélica André, a destacada nadadora do Futebol Clube do Porto, assinalou o seu regresso à elite mundial das águas abertas após um período de cerca de um ano e meio afastada da competição internacional. A atleta participou na etapa de Setúbal da Taça do Mundo de Águas Abertas, onde alcançou o 12.º lugar na prova de 10 quilómetros, no passado sábado, 20 de junho de 2026.
A nadadora olímpica completou a prova em 2:11.18 horas, a 3.06 minutos da vencedora, a australiana Moesha Johnson. Angélica André confessou o receio que sentia no regresso, explicando que uma lesão no ombro a afastou das piscinas e águas abertas. “Já passou cerca de um ano e meio desde a minha última competição internacional, pois no ano passado não competi e este ano, no regresso, tive uma lesão pequena, mas grave”, afirmou. A atleta mostrou-se, contudo, satisfeita com o resultado, considerando-o um bom indicador do seu estado atual e da capacidade de competir entre as melhores do mundo.
Este regresso à cena internacional foi precedido por uma vitória no Campeonato Nacional Primavera em águas abertas, na distância de 5 quilómetros, que decorreu na ilha de Porto Santo, Madeira, a 24 de maio de 2026. Nesse evento, Angélica André, em representação do FC Porto, conquistou o título nacional, marcando o seu primeiro triunfo após a recuperação.
Angélica André é uma figura proeminente na natação portuguesa, com participações nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, onde foi 17.ª classificada, e em Paris 2024, onde melhorou para o 12.º lugar. A sua carreira inclui ainda uma medalha de bronze histórica nos 10 quilómetros de águas abertas nos Mundiais de Natação de 2024, que lhe garantiu a qualificação para Paris 2024, e um bronze nos Campeonatos Europeus de Roma em 2022.
Com os Campeonatos da Europa de águas abertas a cerca de dois meses de distância, o foco da nadadora portista está agora na recuperação total da lesão no ombro. Angélica André planeia um estágio em altitude para se preparar e espera chegar à competição europeia “confortável com o ombro e sem limitações”, com o objetivo de “nadar ainda melhor” do que em Setúbal.
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